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Rajoy admite usar carta do BCE para avançar com reformas no mercado laboral

A missiva do banco central – em que este pedia contratos laborais com remunerações de 400 euros – poderá ser usada pelo novo presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, para justificar reformas no mercado laboral.

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O próprio presidente do Governo espanhol o terá admitido num encontro com líderes sindicais e empresários, noticia o "El País", que cita fontes próximas da reunião. "Rajoy já tem a carta em seu poder e irá aplicá-la até às últimas consequências", escreve hoje o jornal espanhol.

Nesta carta, o BCE solicitou ao governo espanhol que, em troca da reactivação do seu programa de compra de dívida espanhola, houvesse uma "desvalorização competitiva" dos salários, bem como medidas contra o desemprego entre os jovens – incluindo a criação de uma nova categoria de trabalhadores com ordenados inferiores ao Salário Mínimo Interprofissional, que é de 641,4 euros.

A proposta passava assim por implementar em Espanha a fórmula dos chamados "minijobs" criados na Alemanha em 2003 como medida para atacar o desemprego. Tratam-se de contratos com um salário máximo de 400 euros mensais, em que o trabalhador não paga impostos e em que contribui para a Segurança Social de forma voluntária, explicava ontem o "Cinco Días".

O conteúdo da carta do Banco Central Europeu - na ocasião ainda liderado por Jean-Claude Trichet - foi revelado por Mariano Rajoy, que venceu as últimas eleições e tomará posse ainda este mês em substituição de Zapatero.

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