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Santos Silva defende "mobilização da sociedade" contra desemprego

O presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Artur Santos Silva, defendeu hoje, em Lisboa, a "mobilização da sociedade portuguesa" no combate ao desemprego, através do investimento privado e de políticas públicas que estimulem o crescimento económico.

Lusa 27 de Fevereiro de 2013 às 15:06
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Santos Silva falava no Palácio de Belém, no final de uma audiência com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, que durou cerca de uma hora.

 

O presidente da Fundação Gulbenkian - que tomou posse em maio de 2012 - indicou que deu a conhecer a Cavaco Silva "as actividades, interesses e objectivos" desenvolvidos actualmente pela Fundação Gulbenkian.

 

"Dei conta ao senhor Presidente da República de algumas iniciativas da Gulbenkian que temos em marcha, sobretudo de uma intervenção no domínio social e económico, e da mobilização da sociedade portuguesa para algumas prioridades".

 

Artur Santos Silva, 70 anos, que ocupou lugares destacados na banca portuguesa nos últimos quarenta anos, considera que, "neste momento, há sinais de que todos vamos procurar mobilizar-nos mais para o investimento privado".

 

Questionado pela agência Lusa sobre as iniciativas que a Fundação está a preparar, Santos Silva escusou-se a especificar, remetendo a sua divulgação para mais tarde.

 

"Para nós [Gulbenkain] é muito importante que o crescimento do nosso país recomece, que o investimento privado tenha uma outra força, e que a sociedade em geral se mobilize para esse grande desígnio e que as políticas públicas também possam contribuir", disse.

 

O presidente da Fundação Gulbenkian - entidade que desenvolve actividades nos domínios social, cultural, da educação e da ciência - considera que, "neste momento, há sinais de que todos vamos procurar mobilizar-nos mais para o investimento privado".

 

"Só o investimento privado vai permitir combater o desemprego e vai proporcionar o crescimento económico", disse, no Palácio de Belém, acrescentando que, "apesar de todas as restrições existentes", a sociedade em geral deve mobilizar-se para esses objectivos.

 

Artur Santos Silva indicou que a Gulbenkian tem vindo a pensar sobre o que deve ser feito para que haja mais crescimento económico, empreendedorismo e inovação, na sociedade portuguesa.

 

Salientou que os portugueses "podem ser mais competitivos" no mundo global. "Temos de fazer coisas diferentes e que permitam que o nosso país atinja outros mercados", afirmou.

 

O presidente da Fundação Gulbenkian considera que, neste momento, "há sinais muito positivos" da vitalidade do tecido económico português, porque as exportações, que na década de 1990, em média, eram 26% do PIB (Produto Interno Bruto), no ano passado devem ter atingido cerca de 40%, indicou.

 

A indústria portuguesa e os serviços, "muitos deles de alto valor tecnológico, estão a atingir bem os mercados externos e a ajudar o país, neste tempo difícil que estamos a viver", afirmou Santos Silva.

 

"Naturalmente que o Governo tem de adoptar políticas que estimulem o investimento privado, mas a sociedade em geral tem de se mobilizar para isso", vincou o responsável.

 

Nesse sentido, declarou que a Gulbenkian, "como um dos agentes da sociedade, tem como missão contribuir e ajudar a estimular as políticas, e a mobilizar a sociedade".

 

"Todos temos de nos contagiar para que as coisas mudem, e têm de mudar", concluiu.

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