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Sócrates diz que números do desemprego são "animadores" perante conjuntura

O primeiro-ministro considerou hoje que os 7,6% da taxa de desemprego em 2008 são "animadores" no actual momento de crise e dão uma "razão suplementar ao Governo para continuar" a política de "investimento público".

Negócios com Lusa 17 de Fevereiro de 2009 às 14:12
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O primeiro-ministro considerou hoje que os 7,6% da taxa de desemprego em 2008 são "animadores" no actual momento de crise e dão uma "razão suplementar ao Governo para continuar" a política de "investimento público".

"Estes números dão a indicação de que, apesar de tudo, a nossa economia continua a progredir e a criar emprego (...) temos que olhar para este número como animador neste momento e que certamente nos dá ainda uma razão suplementar para continuar aquilo que devemos fazer: mais investimento público e mais oportunidades de emprego", afirmou José Sócrates ao jornalistas no final de uma visita às obras da Barragem do Sabor, no distrito de Bragança.

A taxa de desemprego atingiu os 7,6% no final de 2008, o que representa um desagravamento face aos 8% de 2007, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

O INE revela ainda que a taxa de desemprego no quarto trimestre de 2008 se situou nos 7,8%, o mesmo valor verificado nos últimos três meses de 2007, mas que traduz um ligeiro aumento face ao trimestre anterior (em que a taxa se situou 7,7%).

A previsão do Governo para 2008 era de 7,8%.

Para Sócrates, "estes números são melhores do que se esperava" e "dão mais estímulo, força e energia para prosseguir a luta para melhorar as condições de emprego".

"Vamos ter muitas dificuldades este ano com a questão do emprego e é por isso que tenho cada vez mais consciência que a melhor forma de lutar contra o desemprego e de promover mais o emprego é aquilo que estamos a fazer aqui nesta barragem", disse o chefe do Governo, considerando que este é um exemplo de "investimento público para dar mais oportunidades às empresas e aos portugueses".

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