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Taxa de desemprego cai em setembro para 7,7%

Dados provisórios do INE apontam para uma diminuição em cadeia de 0,4 pontos percentuais na taxa de desemprego em setembro, a par da criação de mais postos de trabalho.

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Miguel Baltazar
Vicente Lourenço vicentelourenco@negocios.pt 29 de Outubro de 2020 às 11:06
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O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou esta quinta-feira que a taxa de desemprego, em setembro, ficou nos 7,7%. A estimativa provisória do INE aponta assim para uma redução de 0,4 pontos percentuais face ao mês de Agosto, quebrando a tendência verificada nos últimos três meses por causa da pandemia. 

A contribuir para a queda do desemprego está a criação de mais postos de trabalho. "Em setembro de 2020, a estimativa provisória da população empregada (...) registou um acréscimo de 0,8% (38,3 mil) em relação ao mês anterior e de 1,9% (86,7 mil) relativamente a três meses antes", escreve o INE no boletim das Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego de setembro. 

Em relação à taxa de desemprego, o INE calcula que tenha aumentado 1,2 pontos percentuais quando comparado com o período homólogo.

O Governo prevê acabar 2020 com uma taxa de desemprego de 8,7%.

O gabinete de estatísticas destaca também a taxa de desemprego dos jovens, que foi de 24%. Ou seja, quase 1 em cada 4 jovens portugueses estava desempregado em setembro. Ainda assim, trata-se de um "decréscimo de 2,8 pontos percentuais relativamente à taxa de agosto de 2020".

Taxa de subutilização do trabalho
A taxa de subutilização do trabalho, que agrega "a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego mas não disponíveis para trabalhar e os inativos disponíveis mas que não procuram emprego", recuou para os 15,2%, o que corresponde a 821,2 mil pessoas. 

Para o INE, "a diminuição mensal da taxa de subutilização do trabalho neste mês resultou da diminuição da população desempregada e do número de inativos disponíveis mas que não procuram emprego".  

O boletim é acompanhado de uma nota, onde é explicado que, por causa da pandemia, "pessoas anteriormente classificadas como desempregadas e pessoas que efetivamente perderam o seu emprego foram (...) classificadas como inativas caso não tenham feito uma procura ativa de emprego, devido às restrições à mobilidade, à redução ou mesmo interrupção dos canais normais de informação sobre ofertas de trabalho em consequência do encerramento parcial ou mesmo total de uma proporção muito significativa de empresas". O INE acrescenta que "também a não disponibilidade para começar a trabalhar na semana de referência ou nos 15 dias seguintes, caso tivessem encontrado um emprego, por terem de cuidar de filhos ou dependentens ou por terem adoecido em consequência da pandemia, levou à inclusão na população inativa".

(Atualizado às 11h38 com mais informação)
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