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Taxa de desemprego jovem regista valor mais baixo em nove anos

A taxa de desemprego jovem atingiu mínimos de 2009 no segundo trimestre deste ano. Apesar desta queda, quase um em cada cinco jovens está desempregado.

Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 08 de Agosto de 2018 às 12:28
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O mercado de trabalho está a melhorar também para os jovens. A taxa de desemprego dos cidadãos entre 15 e 24 anos diminuiu 2,5 pontos percentuais do primeiro para o segundo trimestre deste ano, situando-se nos 19,4%. Ou seja, ainda assim, quase um em cada cinco jovens está desempregado. 

Em termos homólogos, a queda da taxa de desemprego jovem foi de 3,3 pontos percentuais, o que representa uma redução mais acentuada em comparação ao ritmo de descida da taxa de desemprego geral.

"A taxa de desemprego de jovens (15 a 24 anos) desceu para 19,4%, correspondendo também ao valor mais baixo da série iniciada no 1.º trimestre de 2011", revela o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quarta-feira, dia 8 de Agosto. No entanto, utilizando a série anterior a 2011, é possível concluir que este é o valor mais baixo desde o segundo trimestre de 2009 (18,9%). 
Ainda assim, esta taxa de desemprego entre os jovens continua bastante acima da taxa de desemprego geral que, no segundo trimestre, afundou para os 6,7% e atingiu um mínimo de 2004.

Ao mesmo tempo, os jovens "nem-nem" - ou seja, que não estão empregados nem estão em educação ou formação - representam 8,9% dos jovens entre os 15 e os 34 anos (inclui um período mais longe daquele que é considerado para a taxa de desemprego jovem).

O peso dos "nem-nem" no total dos jovens diminuiu 1,6 pontos percentuais no segundo trimestre, face ao trimestre anterior. Segundo o INE, observou-se "uma diminuição em todos os níveis de escolaridade, sendo superior no grupo dos que completaram o ensino secundário e pós-secundário". 

Subutilização do trabalho também em queda

As boas notícias do mercado de trabalho alargam-se também à subutilização do trabalho que caiu para os 13,3%. "Este valor é inferior em 1,9 p.p. ao do trimestre anterior e em 3,3 p.p. ao do trimestre homólogo de 2017", concretiza o INE.

Ao todo são 718,7 mil pessoas que estão desempregadas, em situação de subemprego (tempo parcial), inactivos à procura de emprego mas não disponíveis ou inactivos disponíveis mas que não procuram emprego. 

"A população desempregada e a subutilização do trabalho têm descrito uma trajectória descendente desde o 1.º trimestre de 2013, acumulando até ao momento uma diminuição de 62,0% e de 51,1%", descreve o Instituto Nacional de Estatística, referindo que os números incluídos neste indicador diminuíram em todas as componentes.

Contudo, é preciso ter cautela na análise da taxa de subutilização do trabalho. Em publicações passadas o INE alertava que "aquando da análise deste indicador é necessário, contudo, ter em conta que se trata de uma medida que sobrestima a subutilização do trabalho".
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