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CGTP quer que o Governo meta a segunda velocidade

Está na hora de o Governo meter a segunda velocidade no carro e ouvir as sugestões da CGTP, disse esta terça-feira Arménio Carlos, que deixou um caderno de encargos ao Governo para o próximo Orçamento.

Bruno Simão/Negócios
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Arménio Carlos compara o Governo a um carro: até agora, tem andado a reverter as medidas de austeridade mais gravosas, mas, mais dia menos dia, vai ter de ganhar velocidade e meter a segunda. Caso contrário, o apoio da esquerda a António Costa poderá começar a gripar e o carro será obrigado a encostar à boxe.

 

A CGTP foi o primeiro parceiro social a ser ouvido esta terça-feira, 26 de Julho, por Marcelo Rebelo de Sousa, e quando saiu, já bem para lá da hora que estava agendada, o que obrigou os patrões a esperarem pacientemente pela vez, Arménio Carlos deixou um caderno de encargos de curto prazo para o Governo.

Um deles passa pela Administração Pública, nomeadamente o desbloqueio de salários e carreiras, a par com a melhoria dos serviços públicos; outra das reivindicações assenta no rompimento com o trabalho precário que permite que, hoje em dia, um licenciado seja contratado por menos que 600 euros; a contratação colectiva é outra das dimensões caras à CGTP, com a central sindical a reclamar que o Governo "acabe de vez" com a caducidade dos contratos quando não há acordo para a sua renovação; Arménio Carlos quer ainda que António Costa se debruce sobre os problemas da distribuição de rendimento no país.

 

As medidas são para serem tomadas em consideração já no âmbito do próximo Orçamento do Estado para 2017, e segundo Arménio Carlos, em relação a algumas delas, não há sequer desculpa para não se avançar.

 

É o caso da mudança de modelo de desenvolvimento, e é também o caso da contratação colectiva, que não custam um cêntimo aos cofres públicos, antes reflectindo opções políticas – este "é o momento de mostrar uma posição muito clara para o OE".

 

Questionado sobre se poderia estar em causa o reconhecimento que a CGTP tem feito sobre o esforço de reposição de rendimentos encetado pelo Governo, Arménio Carlos respondeu que é da natureza dos sindicatos serem reivindicativos. "Enquanto 2/3 dos desempregados não tiverem qualquer apoio social, enquanto 70% das colocações forem precárias e por 580 euros por mês, ilíquidos, não vamos desistir".

 

Mas, acrescentou, "tudo isto faz parte de um processo" e o processo exige que se transite da fase da reposição para a fase da melhoria. No fundo, que se meta a segunda e comece a ganhar velocidade.  

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