Lei Laboral Chefe de missão do FMI diz que desempregados devem ser ouvidos sobre políticas laborais

Chefe de missão do FMI diz que desempregados devem ser ouvidos sobre políticas laborais

O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Portugal, Subir Lall, defendeu na segunda-feira em Lisboa que os trabalhadores desempregados devem ser ouvidos nas negociações relativas às políticas do mercado de trabalho.
Chefe de missão do FMI diz que desempregados devem ser ouvidos sobre políticas laborais
Lusa 21 de junho de 2016 às 00:15

Subir Lall (na foto) participou esta segunda-feira, 20 de Junho, numa conferência sobre a desigualdade salarial na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina, organizada em Lisboa pela Universidade Nova, onde afirmou que "os desempregados também devem ser integrados" no diálogo social, sublinhando que "há muitos que não estão nos sindicatos".

 

No final da conferência, o chefe da missão do FMI em Portugal disse aos jornalistas que, "em termos de mecânica, é algo que tem de ser discutido", mas considerou que esta discussão deve ser feita a nível nacional.

 

"Na Europa, por exemplo, estão a considerar [criar] um conselho nacional de competitividade que represente toda a gente. Mas, claramente, isso tem de ser definido a nível nacional [porque] o que funciona num país pode não funcionar noutro", disse.

 

O economista do Fundo entende que, "se há políticas que afectam toda a força de trabalho e toda a gente que a compõe, então [os desempregados] devem estar representados nas discussões porque em última instância essas políticas também os afectam".

 

Afirmando que "ser inclusivo e transparente é sempre bom", Subir Lall deu ainda um outro argumento para ouvir os desempregados quanto às políticas do mercado de trabalho: "É um governo democraticamente eleito apesar de tudo, representa toda a gente".

 

Subir Lall declarou que o mercado de trabalho é uma parte importante do ajustamento de uma economia, mas alertou para o risco de se procurar "resolver todos os problemas" através do mercado de trabalho.

 

Recordando que, durante o programa de resgate, o salário mínimo nacional de Portugal esteve congelado, Subir Lall disse que "subir o salário mínimo sem aumentar a produtividade traz problemas para o futuro". "Claro que é preciso impedir que a desigualdade aumente demasiado. Como é que se aumentam os salários? Aumentando a procura, não é aumentando o salário. Se estão preocupados com a desigualdade e com a pobreza, têm de se preocupar com os desempregados", defendeu.

 

Subir Lall está em Lisboa para a quarta missão de monitorização pós-programa de assistência, que se iniciou na semana passada, sendo que, desta vez, os trabalhos da revisão regular coincidem com a análise à economia no âmbito do Artigo IV do FMI, que prevê avaliações periódicas às economias que integram o Fundo.




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