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Infografia: Medidas para travar salários nas várias fases da vida de um trabalhador

Entre 2010 e 2013 os custos salariais em Portugal desceram 6,2%, de acordo com o Eurostat. Houve medidas a afectar os empregados, os desempregados e que está na transacção para o desemprego.

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Ao longo do programa de ajustamento, o Governo fez várias alterações nas diferentes fases da vida teórica de um trabalhador: limitou o valor do subsídio de desemprego, congelou o salário mínimo, subiu o número de dias de trabalho, reduziu o custo das horas extra e flexibilizou despedimentos. O objectivo era pôr as pessoas a trabalhar mais pelo mesmo ou por menos dinheiro e o País a ganhar competitividade.

 

Na lógica da troika, salários mais baixos geram mais exportações e despedimentos mais flexíveis geram mais emprego, porque se os empresários souberem que podem dispensar as pessoas, não hesitarão em contratá-las. Mas uma recessão mais forte do que o esperado ajudou a fazer o desemprego disparar, atingindo mais de 900 mil pessoas.

 

Parte deste desemprego será estrutural, pelo que será preciso esperar algum tempo para perceber se as medidas que não foram declaradas inconstitucionais sustentam a transformação prometida. Certa, para já, é a quebra registada nos custos salariais, de 6,2% entre 2010 e 2013.

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