Mercado de Trabalho Angela Merkel acredita que o mercado de trabalho europeu vai tornar-se único

Angela Merkel acredita que o mercado de trabalho europeu vai tornar-se único

A chanceler alemã declarou este sábado que o mercado interno europeu acabará por se converter, passo a passo, num mercado de trabalho único, expressando ainda a sua preocupação com a elevada taxa de desemprego entre os jovens no sul da Europa.
Angela Merkel acredita que o mercado de trabalho europeu vai tornar-se único
Lusa 09 de fevereiro de 2013 às 12:30

A Europa irá converter-se, pouco a pouco, num mercado de trabalho único, um processo que “durará anos, quiçá décadas”, afirmou Angela Merkel no seu tradicional pronunciamento de sábado na página da Internet da Chancelaria Federal alemã.

 

Angela Merkel acrescentou que, além das barreiras linguísticas, os diferentes sistemas escolares são um obstáculo, sublinhando que o importante para os jovens na União Europeia (UE) é “construir uma base de reforma” que os permita aceder a uma pensão decente ainda que mudem várias vezes de país de trabalho.

 

Depois de incentivar os jovens a aprender idiomas para facilitar a sua mobilidade, a chanceler sublinhou que o sistema alemão de formação 'dual' [com duas vertentes], em que os jovens são instruídos para ganhar o seu primeiro salário como estagiários em empresas, é um modelo para os outros países europeus.

 

“A formação profissional 'dual' desperta um grande interesse e popularidade”, assinalou Merkel, que recorda que nas conferências económicas espanhola-alemãs e luso-alemãs têm-se convidado as empresas ibéricas a introduzir, pouco a pouco, esse sistema de formação.

 

Além de comentar que o desemprego entre os jovens é superior aos 20% em 18 países da União Europeia (UE), a chanceler reconhece, no entanto, que o problema do desemprego jovem “não se resolverá de um dia para outro através do sistema 'dual' de formação profissional”.

 

No entanto, destaca que já no ano passado foram libertados orçamentos da UE para lutar contra o desemprego jovem, enfatizando, nesse sentido, a melhoria na cooperação através do portal de emprego EURES.

 

Existem, além disso, iniciativas entre a Alemanha, Grécia, Espanha e Portugal para fomentar o emprego jovem, recordou a chanceler, explicando que uma dezena de instituições já alcançaram um acordo de cooperação.

 

Angela Merkel afirmou que na Alemanha a situação é relativamente boa e que, ainda que o desemprego jovem seja somente de 8%, um ponto acima da média do desemprego geral, há que trabalhar para reduzir ainda mais este valor.




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