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Emigração explica parte da queda do desemprego

No final de 2013 havia menos 96,5 mil desempregados do que no último trimestre de 2012. No entanto, apenas um terço deles voltaram a trabalhar. Os restantes dois terços desapareceram das estatísticas e muito provavelmente do País, mostram os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Reuters
Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 05 de Fevereiro de 2014 às 11:57
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Entre Outubro e Dezembro de 2013, o número de empregados foi reforçado em 29,7 mil pessoas, o que representa menos de um terço da já referida quebra de 96,5 mil do desemprego. Os números parecem apontar para um aumento da população inactiva. Isto é, população que não estava a trabalhar nem à procura de emprego. Contudo, não é isso que se observa nos dados do INE.

 

Na realidade, a população inactiva diminuiu 1% face ao trimestre homólogo de 2012 (49,9 mil pessoas). Ou seja, durante o ano passado, não só a população activa passou a ter 66,8 mil pessoas a menos – diferença entre o fluxo do desemprego e do emprego – como a inactiva também caiu. Um total de 116,7 mil pessoas a menos na população portuguesa.

 

Para onde foram então as pessoas? Uma parte da resposta estará na evolução demográfica. Num País com um saldo natural negativo, todos os anos morrem mais pessoas do que nascem.

 

Contudo, a diferença é grande demais para ser explicada pelo saldo natural. Em 2012, por exemplo, o saldo natural foi de -27 mil, o mais negativo desde 1960. Mesmo que se tome esse valor por referência para 2013 sobram 90 mil pessoas que terão emigrado.

 

E está aí – na exportação de desempregados - o factor mais importante para a redução do número de pessoas sem trabalho. Em 2012 mais de 120 mil pessoas saíram de Portugal. 69,5 mil abandonaram o País com o objectivo de voltar em menos de um ano e 52 mil assumiram-se como emigrantes permanentes.

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