Mercado de Trabalho CGTP responde a Passos: Se feriados e salário mínimo dependessem só da concertação não tinham avançado

CGTP responde a Passos: Se feriados e salário mínimo dependessem só da concertação não tinham avançado

Em resposta às declarações do ex-primeiro-ministro, Arménio Carlos diz que Passos Coelho está preocupado com a eventual reposição de direitos laborais.
CGTP responde a Passos:  Se feriados e salário mínimo dependessem só da concertação não tinham avançado
Catarina Almeida Pereira 17 de fevereiro de 2016 às 19:39

Negociação directa de trabalhadores, contratação colectiva, Parlamento, conversas bilaterais e concertação social. São estes os espaços de negociação valorizados pela CGTP, por esta ordem. Em resposta às críticas do ex-primeiro-ministro, Arménio Carlos afirmou esta tarde num encontro com jornalistas que se o aumento do salário mínimo e a reposição dos feriados só dependessem da concertação social ainda não tinham avançado.

Esta quarta-feira, Pedro Passos Coelho afirmou que a concertação social está ameaçada por acordos feitos à margem com a CGTP. Medidas como o aumento do salário mínimo não podem "nascer nos acordos feitos à margem do parlamento, com as outras formações políticas que suportam o Governo, para depois o Conselho de Ministros carimbar e a concertação social carimbar", disse o ex-primeiro-ministro. "Isso não é uma forma respeitosa de tratar a concertação social", acrescentou.

"O PSD e o CDS tinham um projecto de ruptura com o modelo social implementado na sequência da aprovação da Constituição da República Portuguesa; tinham uma perspectiva de o liquidar e para isso precisavam de mais quatro anos". Agora [Passos] "temos a direita preocupada com a eventual inversão de políticas", o que justifica estas declarações, sustentou Arménio Carlos, num encontro com jornalistas, em resposta às questões colocadas.

"O anterior primeiro-ministro  já percebeu que a sua estratégia de utilização da concertação social enquanto participou no seu governo como elemento para legitimar políticas que anteriormente já tinham sido decididas ampliadas ou exigidas pela troika esse tempo era o tempo da concertação social para ele, não era o nosso tempo de negociação".


"Nos últimos anos não houve nenhum acordo assinado na concertação social que tenha sido benéfico para os trabalhadores", referiu, falando do acordo assinado em 2012, do qual constavam as políticas definidas no memorado de ajustamento, e do incumprimento do acordo relativo à subida do salário mínimo nacional.

"O Dr. Passos Coelho está preocupado com outras medidas que possam ser tomadas fora da concertação social. Reposição dos feriados. Aumento do salario mínimo nacional. Se tivessem apenas e só dependentes da concertação social provavelmente ainda hoje estávamos enrolados naquelas matérias sem soluções positivas".

Em relação ao aumento do salário mínimo, Arménio Carlos referiu que o acordo foi feito no Parlamento.




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