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INE estima 192 mil empregos destruídos de fevereiro a maio

Segundo os dados provisórios do Instituto Nacional de Estatística, a população empregada deverá ter registado uma forte quebra em apenas três meses, na ordem dos 4%.

O mercado de trabalho continua a melhorar, mas a um ritmo mais lento.
Bruno Simão
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A economia portuguesa deverá ter destruído cerca de 192 mil empregos, de fevereiro até maio, estima o Instituto Nacional de Estatística, no boletim publicado esta quarta-feira. O número de pessoas a trabalhar encolheu 4% em apenas três meses – o período marcado pela pandemia de covid-19.

A taxa de desemprego reagiu apenas ligeiramente, com uma subida de apenas uma décima em abril, para 6,3%. Em maio, a taxa caiu para 5,5%. Porém, dadas as dificuldades acrescidas na procura de emprego impostas pelas medidas de confinamento da economia, este não é, neste momento, o melhor indicador para mostrar o ponto de situação do mercado de trabalho.

Conforme explica o INE, o conceito de desempregado advém da Organização Internacional do Trabalho e implica que as pessoas tenham procurado ativamente trabalho, nas semanas anteriores, e que estivessem disponíveis para trabalhar – para além de não terem ocupação remunerada naquele momento. Basta não cumprir um destes requisitos para ser classificado como inativo.

Ora, com a situação de pandemia, a procura de emprego está dificultada. Do mesmo modo, até ao mês de junho o ensino decorreu maioritariamente à distância, a partir de casa, o que poderá ter diminuído a disponibilidade imediata para o trabalho de muitas pessoas. 

Quase 750 mil pessoas podiam trabalhar mais

Já a taxa de subutilização de trabalho, um indicador que o INE considera mais adequado para acompanhar a atual situação de pandemia, situou-se em 13,4% em abril, mais um ponto percentual do que no mês precedente, mais 0,9 pontos do que há 3 meses e mais 0,4 pontos percentuais que há um ano. Os dados provisórios para maio apontam para uma nova subida, para 14,2%.

A subutilização do trabalho pode ser vista como uma medida mais lata da mão-de-obra disponível. Considera todos os desempregados, mas também os inativos que estão disponíveis para trabalhar mas não procuraram emprego, os inativos que procuraram mas estão sem disponibilidade imediata, e as pessoas que tendo um emprego, este é apenas a tempo parcial e queriam por isso trabalhar mais horas.

Tudo somado, em abril havia 713,8 mil pessoas nestas condições. A projeção para maio aponta para 749,5 mil pessoas nestas condições. Os dados do INE permitem verificar que a subida deste indicador está a acontecer sobretudo devido ao número de pessoas que não tendo emprego e querendo trabalhar, não procurou ativamente uma ocupação.

(Notícia atualizada às 12:09)
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