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Informática, gestão e saúde são via verde para o emprego

Cada vez mais licenciados engrossam filas do desemprego, mas há cursos que ainda são uma boa aposta. Tem também crescido procura de técnicos qualificados.

Correio da Manhã
Marlene Carriço marlenecarrico@negocios.pt 25 de Fevereiro de 2014 às 10:00
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Engenharia informática, mecânica e electrotécnica, cursos de gestão, carreiras da saúde e marketing. Estas são áreas em que um canudo dá emprego quase garantido. A alternativa ao ensino universitário também parece ser cada vez mais uma boa aposta pois há uma procura crescente de técnicos qualificados.

Já em 2010/11, e de acordo com as últimas estatísticas oficiais do Ministério da Educação tratadas no estudo "Empregabilidade e Ensino Superior em Portugal", cursos ligados à engenharia informática, às ciências farmacêuticas e à medicina estavam no top dos cursos com maior empregabilidade.

 

Apesar da fragilidade dessas estatísticas que têm apenas em conta os desempregados inscritos em centros de emprego e nem todos se inscrevem, e nem todos acabam por trabalhar nas suas áreas de formação, as conclusões não diferem muito do cenário apresentado pelas maiores empresas de recrutamento do País.

"Sabemos muito bem que as pessoas que vêm das áreas dos sistemas de informação têm a vida mais facilitada, assim como as pessoas ligadas à gestão, porque há grandes empregadores. Na área das carreiras comerciais, por exemplo, do marketing, também há uma grande procura, bem como na área da saúde e bem-estar, relacionado até com o envelhecimento da população", revelou ao Negócios Amândio Fonseca, presidente do Conselho de Administração da Egor.

Esta "procura crescente de profissionais de saúde – não apenas de médicos e enfermeiros – ligada muito à geriatria" foi corroborada ao Negócios pelo presidente do IEFP, Jorge Gaspar, que destacou também as "tecnologias de informação, a engenharia informática e a engenharia electrotécnica", como áreas de grande saída profissional.

António Costa, business manager da Randstad Professionals, confirma que "aquilo que é engenharia informática e computação, gestão industrial, mecânica e electrotécnica dão passaporte para o estrangeiro e para uma entrada muito rápida no mercado de trabalho", bem como a área financeira.

Humanísticas sem saída

Do lado oposto, há cursos que licenciam jovens para o desemprego. É o caso dos cursos das ciências sociais e humanas, como psicologia, sociologia, serviços sociais, entre outros, garantem Amândio Fonseca e António Costa. "Criou-se aqui um vazio que explica que haja estas dezenas de milhares de jovens no desemprego", rematou o presidente da Egor.

Técnicos qualificados precisam-se!

Mas esse não é o único vazio. "Há uma lacuna forte ao nível das formações técnicas muito especializadas e até regionais. Por exemplo, técnicos de injecção de plástico na Marinha Grande", destacou António Costa da Randstad.

Para Amândio Fonseca, "a extinção dos cursos comerciais e industriais foi um dos maiores erros. Criou-se um grande problema no recrutamento para encontrar pessoas com formação prática. E essa área tem uma empregabilidade muito grande", garantiu o administrador, que encoraja os jovens a "que escolham cursos profissionais porque é aí que há uma grande procura".

Para quem preferir ainda assim seguir a via do ensino superior, os especialistas de recrutamento alertam que as empresas continuam a dar preferência a licenciaturas tiradas em universidades e a mestrados ao invés de licenciaturas nos politécnicos.

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