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Ministro da Economia espera que desemprego desça em 2014

António Pires de Lima considera que o pior em relação ao desemprego já passou. Depois da descida gradual ao longo do ano, o governante antecipa uma continuação da redução da taxa, o que contraria a previsão governamental de 17,7%. No entanto, o ministro que lança elogios às exportações portuguesas não quer “euforias”.

Paulo Duarte
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2014 às 15:33
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O ministro da Economia, António Pires de Lima, considera que o desemprego tem espaço para diminuir no presente ano.

 

“[A expectativa] é que a taxa de desemprego possa continuar a reduzir-se, gradualmente, ao longo de 2014”, comentou Pires de Lima na conferência “The Lisbon Summit”, em Cascais. A taxa de desemprego, que chegou a subir a um máximo histórico de 17,7% em Março de 2013, ficou em 15,3% entre Outubro e Dezembro do ano passado.

 

A nova perspectiva de descida de António Pires de Lima contraria aquela que é a previsão do Governo, inscrita no Orçamento do Estado: taxa de desemprego de 17,7% em 2014. Apesar disso, não há razões para aplausos.

 

“Não há nenhum motivo para alimentar um discurso de euforia, quando, em Portugal, mais de

Não há nenhum motivo para alimentar um discurso de euforia, quando, em Portugal, mais de 15% dos portugueses continua a querer trabalhar e a não ter emprego 


 
Pires de Lima

15% dos portugueses continua a querer trabalhar e a não ter emprego. Está privada de um elemento fundamental da sua dignidade humana”, afirmou o ministro da Economia. A euforia, acrescentou, “é má conselheira” e não é recomendável “quando os políticos devem continuar atentos e focados”.

 

Apesar disso, falando em “sinais de progressão económica assinalável”, Pires de Lima declarou que a preocupação actual é que esses “sinais positivos” cheguem aos portugueses em 2014 e 2015. “O desemprego continua alto mas tem de descer com a captação de investimento”.

O crescimento económico em Portugal em 2014 já não dá lugar a dúvidas, segundo o ministro, afastando qualquer sombra de uma "espiral recessiva".

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