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Montepio: Descida sustentada do desemprego só na Primavera de 2014

Descida recente da taxa de desemprego não deverá ser duradoura, podendo voltar ainda a subir nos próximos meses, sendo que uma trajectória descendente mais sustentada só deverá ocorrer a partir da Primavera do próximo ano. No terceiro trimestre o PIB deverá voltar a cair.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 02 de Setembro de 2013 às 15:40
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No relatório semanal divulgado esta segunda-feira, o Montepio assinala que a taxa de desemprego em Portugal, medida pelo Eurostat, recuou em Julho para 16,5%, naquele que foi o quinto mês seguido de correcção face ao máximo de 17,6% verificado em Janeiro.

 

Esta evolução, em conjunto com os dados do INE para a taxa de desemprego no segundo trimestre, levou o Montepio a rever a sua previsão para a taxa global deste ano, de 18% para 17%.

 

Ainda assim, apesar das perspectivas menos negativas e de acreditar que o pico do desemprego terá sido atingido no primeiro trimestre, o Montepio alerta que não se espera “um movimento descendente a partir de agora” na taxa de desemprego.

 

Explica o Montepio que “perante um segundo semestre do ano em que a economia deverá grosso modo estabilizar, o desemprego numa base ajustada de sazonalidade ainda poderá voltar a subir, encetando uma trajectória descendente mais sustentada apenas a partir da Primavera do próximo ano”.

 

PIB deverá recuar entre 0,4 e 0,5% no terceiro trimestre


Quanto aos últimos indicadores económicos, o Montepio destaca os números positivos relativos ao consumo privado, com as vendas a retalho a arrancarem o trimestre (Julho) com uma subida mensal de 0,6%. Contudo, nos dados da produção industrial as notícias foram menos positivas, com um decréscimo mensal de 3,1%, no segundo mês seguido em queda.

 

Na informação qualitativa, o Montepio assinala a forte subida em Agosto do indicador de sentimento económico, calculado pela Comissão Europeia.

 

O Montepio assinala que a evolução deste indicador aponta para uma queda 0,2% do PIB no terceiro trimestre do ano, mas o banco antecipa uma contracção um pouco superior, com uma queda do PIB entre 0,4 e 0,5% face ao segundo trimestre do ano.

 

Esta contracção da economia portuguesa, a confirmar-se, segue-se a uma forte recuperação no segundo trimestre, período em que o PIB cresceu 1,1%, no melhor desempenho entre os países da Zona Euro.   

 

O Montepio salienta que os dados económicos mais recentemente divulgados são consistentes com esta perspectiva de “alguma correcção depois da forte subida do PIB no segundo trimestre”. 

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