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Portugal é o país da UE onde a desigualdade salarial mais cresceu nos últimos anos

Em 2013, os trabalhadores do sexo masculino em Portugal ganhavam, em média, mais 13% do que as mulheres. Cinco anos antes essa diferença era de apenas 9,2%. Ainda assim, Portugal está abaixo da média da União Europeia no que diz respeito à desigualdade salarial mediante o género.

Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 05 de Março de 2015 às 12:24
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Em 2008, os salários dos homens, em Portugal, eram 9,2% superiores aos das mulheres. Cinco anos depois, em 2013, essa diferença passou para 13% - uma subida de 3,8 pontos percentuais que é a maior entre todos os países da União Europeia.

 

Ainda assim, a diferença de salários entre homens e mulheres em Portugal está abaixo da média da União Europeia, onde os trabalhadores do sexo masculino auferem, em média, mais 16,4% do que as trabalhadoras do sexo feminino, segundo dados de 2013, divulgados esta quinta-feira pelo Eurostat.

 

Em 2013, a diferença de salários entre homens e mulheres era inferior a 10% na Eslovénia (3,2%), Malta (5,1%), Polónia (6,4%), Itália (7,3%), Croácia (7,4%), Luxemburgo (8,6%), Roménia (9,1%) e Bélgica (9,8%). Pelo contrário, as discrepâncias eram mais acentuadas na Estónia (29,9%), Áustria (23,0%), República Checa (22,1%) e Alemanha, onde os homens ganhavam mais de 21,6% do que as mulheres.

 

Em comparação com 2008, o fosso salarial entre géneros caiu na maioria dos Estados-Membros da União Europeia. As quedas mais significativas foram registadas na Lituânia, Polónia, República Checa, Malta e Chipre, e as maiores subidas, além de Portugal, aconteceram em Espanha, Itália, Letónia e Estónia.

 

Contudo, as diferenças entre mulheres e homens no mercado de trabalho não se limitam às discrepâncias salariais, mas também ao tipo de funções realizadas. Embora representem 46% das pessoas empregadas, as mulheres estão sub-representadas nos cargos directivos, ocupando apenas um terço dos lugares.

 

Por outro lado, as mulheres representavam, em 2013, cerca de dois terços dos trabalhadores administrativos (67%) e das áreas dos serviços e vendas (64%).

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