Mercado de Trabalho PS considera que indicadores do desemprego são "doloroso desmentido" ao Governo

PS considera que indicadores do desemprego são "doloroso desmentido" ao Governo

O PS considerou esta segunda que os mais recentes dados indiciando um agravamento do desemprego em Fevereiro representam "um doloroso desmentido" ao Governo e um "alerta sério" sobre a possibilidade de permanência de um desemprego estrutural elevado.
PS considera que indicadores do desemprego são "doloroso desmentido" ao Governo
João Miguel Rodrigues/Correio de Manhã
Lusa 30 de março de 2015 às 16:56

Estas posições foram assumidas pela vice-presidente da bancada socialista Inês de Medeiros, depois de o Instituto Nacional de Estatística (INE) ter divulgado que a taxa de desemprego foi de 14,1% em Fevereiro, mais 0,3 pontos percentuais do que em Janeiro deste ano e menos 0,8 pontos percentuais face ao período homólogo.

 

"Estes números do INE são obviamente uma má notícia. São um alerta muito sério e um doloroso desmentido ao discurso do Governo de autoproclamação e de autopromoção", reagiu a vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS.

 

Perante os dados do INE, Inês de Medeiros considerou que "ninguém se pode regozijar com uma subida do desemprego" em Portugal e advertiu que "não vale a pena começarem-se já a ensaiar nuances" sobre o significado destes indicadores.

 

"Não podemos contornar os números, porque há uma subida do desemprego, e o facto de Portugal ter voltado a ultrapassar a barreira psicológica dos 14% mostra bem que não houve qualquer tipo de reforma estrutural no mercado de trabalho. A evolução do mercado de trabalho esteve e está totalmente dependente da política orçamental do Governo. Ou seja, assim que o Governo deixou de apoiar o trabalho precário para o Estado, verifica-se que a curva do desemprego inverte-se e volta a subir", sustentou a vice-presidente da bancada do PS.

 

Na perspectiva de Inês de Medeiros, os dados do INE demonstram que "as tão apregoadas políticas activas de emprego apenas serviram para camuflar a dimensão real do desemprego".

 

"Como têm concluído várias instituições internacionais, ou voltamos a apostar numa política de qualificações, criando mecanismos de combate ao desemprego de longa duração, ou o desemprego estrutural arrisca-se a instalar-se definitivamente na casa dos 13%", defendeu ainda a deputada socialista.




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