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Abdeslam diz desconhecer ataques de Bruxelas e quer ser extraditado para França

O alegado mentor dos múltiplos atentados de Novembro, em Paris, recuou na intenção de recusar a extradição para França. E garante que não tinha conhecimento de planos relacionados com os ataques desta terça-feira na Bélgica.

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 24 de Março de 2016 às 11:22
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Afinal o processo legal de extradição de Salah Abdeslam da Bélgica para França poderá estar concluído mais rapidamente do que inicialmente esperado. Segundo a imprensa internacional, Sven Mary, advogado do alegado autor moral dos atentados de 13 de Novembro em Paris, estará disponível para aceitar a extradição para França.

 

Depois de Abdeslam ter sido capturado com vida, na passada sexta-feira no bairro de Molenbeek, pelas autoridades belgas, ao fim de meses foragido nos subúrbios de Bruxelas, as autoridades francesas prontificaram-se a pedir a extradição deste nacional belga de forma a que possa ser julgado em França pela participação nos ataques que decorreram nas ruas do centro de Paris.

 

Mas se inicialmente o advogado do jovem de 26 anos garantiu que Abdeslam iria opor-se à entrega às autoridades francesas, Sven Mary diz agora que este suspeito de envolvimento e preparação dos atentados de Paris "não vai lutar contra a extradição".

 

"Salah Abdeslam disse-me que quer partir para França o mais rapidamente possível. Vou pedir ao magistrado responsável por esta investigação que não se oponha à sua partida", revelou Sven Mary em declarações feitas aos jornalistas à saída do tribunal belga onde o advogado solicitou o adiamento da audiência de Abdeslam para 7 de Abril.

 

O advogado de Abdeslam, que permanece preso numa prisão de segurança máxima e que se presume estar ligado à rede responsável pelos atentados de Novembro, em Paris, e desta terça-feira, em Bruxelas, ambos reivindicados pelo daesh (autoproclamado "Estado Islâmico"), disse ainda que o seu cliente não tinha qualquer conhecimento das acções terroristas que esta semana mataram 31 pessoas na capital belga.

 

A estratégia de defesa de Abdeslam conhece assim uma reviravolta. Depois de ter sido detido, recusou a extradição e aceitou colaborar com as autoridades belgas. Agora, além de pretender ser julgado pelas autoridades francesas, Abdeslam rejeita colaborar com a investigação belga até que seja extraditado para França. Até que isso se concretize, "continuará calado", disse Sven Mary.

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