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Acabar com energia nuclear custará 40 mil milhões de euros à Alemanha

Despesas originadas pela decisão, definidas pelo partido de Angela Merkel, têm apenas em conta o impacto nas contas do Estado, não englobando as empresas do sector energético.

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O objectivo de retirar a energia nuclear do território alemão até 2022 vai custar aos cofres públicos germânicos um total de 40 mil milhões de euros. A consequência orçamental está definida num documento do grupo parlamentar de Angela Merkel, descrito pelo jornal "Sddeutsche Zeitung", citado pelo “Cinco Días”.

Os gastos indicados pela força partidária só incluem a consequência para o Estado do encerramento das 17 centrais nucleares da Alemanha. No entanto, ignora o efeito possível sobre as empresas do sector energético.

A organização ecologista Greenpeace aponta para perdas nas companhias no montante de 60 mil milhões de euros.

E os gastos podem acontecer também devido ao investimento que as firmas têm de fazer para enfrentarem a decisão de Angela Merkel. Por exemplo, o “Cinco Días” refere que a companhia eléctrica RWE decidiu investir 5 mil milhões de euros para construir um reactor na Holanda, próximo da fronteira da Alemanha. O objectivo será exportar, posteriormente, para o território germânico.

A Alemanha é a maior produtora de energia da Europa. No entanto, há dúvidas sobre como irá conseguir manter essa força após o "apagão nuclear". Anne Lauvergeon, CEO da produtora de equipamento nuclear francesa, Areva, afirma ser difícil pensar no que poderá ser a fonte substituta.

“Não estou certa que exista carvão polaco suficiente e ele cria problemas devido ao carbono. As fontes de energia alternativa são intermitentes. Penso que vão fazer aquilo que a Áustria fez na sua altura: importar electricidade nuclear dos países vizinhos”, comentou à BFM Rádio, citada pela Bloomberg.

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