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Alemanha reitera: Eurobonds não para já

O vice-ministro das Finanças da Alemanha voltou, esta segunda-feira, a apontar a discordância germânica quanto à emissão de Eurobonds num futuro próximo. Berlim aponta que se isso acontecesse os ajustamentos em curso iram ser suavizados.

Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 21 de Maio de 2012 às 13:26
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“Nós sempre dissemos claramente que estamos contra o financiamento conjunto através de Eurobonds enquanto a política orçamental na Europa não esteja integrada”, afirmou o vice-ministro das Finanças alemão, Steffen Kampeter.

Numa entrevista a uma rádio germânica, citada pela Bloomberg, o responsável sublinhou que o tratado orçamental (aprovado recentemente pelo líderes de 25 países da União Europeia (UE) e que aguarda da ratificação de vários Estados), e o mecanismo de resgate permanente do euro são apenas o primeiro passo “mas não o passo final” para uma união política que, na visão de Berlim, é um pré-requisito para que possa aceitar as eurobonds.

Aliás, a Alemanha considera que a introdução de eurobonds nesta altura, de acordo com a mesma fonte, iria traduzir-se em “baixas taxas de juro o que iria tirar pressão dos ajustamentos da economia europeia”.

“Nós precisamos do pacto orçamental, de disciplina orçamental, de investimento orientado para o futuro e, precisamos também, de uma política acordada entre todos para reformas do lado da oferta”, acrescentou Kampeter.

A Alemanha afasta ainda a possibilidade uma decisão em relação às eurobonds num futuro próximo. “E se numa década ou mais uma forma de financiamento conjunto vai ter lugar, certamente não vai ser decidido na quarta-feira à tarde”, data em que os líderes europeus se reúnem.

O tema voltou a estar em cima da mesa este fim-de-semana com o encontro do G-8. Após o encontro, o novo presidente francês, François Hollande, sinalizou que queria discutir as eurobonds já no próximo encontro dos líderes europeus.
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