Europa Apesar das greves Valls garante que a reforma laboral é para avançar

Apesar das greves Valls garante que a reforma laboral é para avançar

Confrontado com o enorme número de greves e ameaça de novas paralisações, o primeiro-ministro francês não se atemoriza e afiança que a reforma laboral vai ser implementada.
Apesar das greves Valls garante que a reforma laboral é para avançar
Reuters
Negócios 02 de junho de 2016 às 19:29

Independentemente do número de greves, a reforma laboral é para avançar. É esta a garantia dada pelo Governo francês que pretende mostrar determinação na vontade reformista.

 

O primeiro-ministro gaulês, Manuel Valls, afirmou esta quinta-feira, 2 de Junho, que o Executivo francês não vai fraquejar, isto apesar de a imagem de França estar a ser negativamente afectada pela várias greves que estão a paralisar o país e que ameaçam o sucesso do Euro 2016, que começa já no dia 10 de Junho.

 

Citado pelo The Guardian, Valls afiança que não há nenhum caos em França e garante que "não vou mudar nada na lei laboral, mesmo que as greves continuem". Com o Verão e o Euro à porta, e a expectável chegada de vários turistas ao país, Manuel Valls diz acreditar que todos os visitantes poderão aceder a França quer através de avião, de carro e, até mesmo, espera o primeiro-ministro, de comboio, sector-alvo de uma quase paralisação nos últimos dias devido às alterações laborais aprovadas pelo Governo.

 

Com esta demonstração de firmeza, Vall pretende mostrar que não é impossível efectuar reformas estruturais em França. "Temos uma população francesa demasiado habituada ao sentimento de que é impossível fazer reformas e de que basta protestar nas ruas para uma reforma não acontecer. Mas fazer reformas é possível. É uma questão de vontade política e de estado de espírito", sustenta o primeiro-ministro gaulês.

 

Depois de esta quinta-feira terem paralisado a circulação de metade dos comboios, os pilotos deste sector prometem parar 40% da circulação de comboios de alta velocidade durante esta sexta-feira, dia em que também garantem suspender dois terços das ligações ferroviárias entre cidades.

Os últimos dias têm sido marcados por várias greves e manifestações que têm tomado conta das principais artérias das maiores cidades francesas. Tudo por causa da legislação laboral aprovada à revelia do Parlamento francês, que consiste essencialmente na que ficou conhecida como "lei Macron", em alusão ao ministro francês da Economia, Emmanuel Macron, que, curiosamente, lançou em Abril um movimento político que muitos vêem como uma antecâmara de uma potencial candidatura às presidenciais gaulesas marcadas para o próximo ano.  

Esta legislação consiste essencialmente em medidas tendentes a uma maior desregulação do emrcado laboral francês, com medidas como a extensão ao domingo dos dias de trabalho. 




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