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Banco de Inglaterra: Expansão monetária continua a ser opção de combate à crise

O governador do banco central do Reino Unido mantém em aberto a opção de recorrer à compra de obrigações, apesar da inflação permanecer acima do objectivo. Isto depois de ter interrompido o programa a expansão monetária no mês de Novembro.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 14 de Novembro de 2012 às 12:58
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O Banco de Inglaterra (BOE, na sigla inglesa) continua a ver o programa de compra de activos como uma ferramenta de estímulo económico, disse o governador do banco central Mervyn King, apesar do nível relativamente elevado da inflação.

“A Comissão [do BOE] não perdeu a fé na compra de activos como instrumento de política monetária, nem chegou à conclusão de que não haverá mais compras”, salientou o governado do Banco de Inglaterra, segundo declarações à imprensa citadas pela Bloomberg. Não deixou de realçar, contudo, que “existem limites à capacidade da economia interna de estimular a procura do sector privado.”

A declaração tem lugar na semana a seguir à reunião de política monetária em que foi questionada a eficácia do programa e que resultou na interrupção expansão monetária durante o mês de Novembro. Segundo avançou a Bloomberg, depois da reunião do conselho de governadores, alguns dos responsáveis pela política monetária no Reino Unido questionaram a eficácia da compra de obrigações em estimular a economia.

Apesar de a inflação se encontrar acima do nível almejado pelo banco central do Reino Unido, poderão ser ainda introduzidos estímulos monetários à economia, clarifou Mervyn King. “Enfrentamos a perspectiva muito desagradável de uma recuperação lenta com inflação acima do objectivo durante algum tempo”, explicou.


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