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Barroso pede aprovação urgente dos novos mecanismos de defesa do euro

Presidente da Comissão Europeia escreveu aos líderes europeus a pedir-lhes para que acelerem a aprovação da reforma do "fundo de apoio" do euro. Espanha e Itália podem em breve precisar.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 04 de Agosto de 2011 às 11:39
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Tal como havia anunciado ontem, o presidente da Comissão Europeia escreveu hoje mesmo aos chefes de Governo europeus pedindo-lhes sentido de urgência na aprovação das medidas acordadas na cimeira do euro que, em 21 de Julho, chegou a consenso para quase duplicar a ajuda à Grécia e reforçar os mecanismos de estabilidade financeira no seio da Zona Euro. O objectivo é travar os riscos de contágio, que agora chegaram em força aos mercados de dívida espanhol e italiano.

“A estabilidade financeira da Zona Euro tem de ser salvaguardada” e “todas as instituições da União Europeia têm de desempenhar a sua parte com o total apoio dos Estados-membros da Zona Euro”, urge Durão Barroso.

Tal como já afirmara ontem, Durão Barroso diz estar “profundamente preocupado” com a escalada dos juros de Espanha e de Itália que considera “completamente injustificada” à luz da situação financeira e económica dos dois países.

Mas volta a sublinhar que parte da culpa é dos políticos europeus. “As tensões nos mercados obrigacionistas reflectem uma preocupação crescente entre os investidores sobre a capacidade de a Zona Euro, como um todo, responder a crise”. Os mercados – insiste – “continuam a não estar convencidos de que tenhamos tomado as medidas necessárias para solucionar esta crise”.


A última cimeira do euro flexibilizou o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), permitindo-lhe, por exemplo, ceder linhas de crédito, a título preventivo e a juros razoáveis, aos países que estejam a ser confrontados com preços exorbitantes nos mercados para se financiarem. Este pode ser um expediente que, numa primeira fase, Espanha e Itália podem deitar mão.

Mas a flexibilização do FEEF – que poderá também financiar a recapitalização de bancos e, em circunstâncias absolutamente excepcionais desenhadas para a Grécia, recomprar dívida no mercado secundário – permanece, de momento, no domínio das intenções.

“Quero-vos pedir para acelerar a aprovação dos procedimentos com vista a implementar estas decisões de modo a operacionalizar muito em breve as alterações feitas ao FEEF”, apela Durão Barroso, na carta hoje endereçada às capitais europeias.

(notícia em actualização)
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