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BCE espera "procura substancial" no próximo empréstimo a 3 anos

O BCE faz um balanço muito positivo das consequências das decisões do banco central em termos de cedência de liquidez aos bancos.

Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt 12 de Janeiro de 2012 às 15:42
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O BCE faz um balanço muito positivo das consequências das decisões do banco central em termos de cedência de liquidez aos bancos, nas quais se destacam os dois empréstimos a três anos, o primeiro dos quais realizado em Dezembro.

Depois da elevada procura registada no empréstimo de Dezembro (489 mil milhões de euros), Draghi afirmou que espera uma "procura substancial" no próximo empréstimo.

O presidente considera que estas operações dão "um contributo significativo" para o alívio das pressões financeiras na Zona Euro, vincando, como havia feito em Dezembro, que os bancos enfrentam no primeiro trimestre deste ano mais de 200 mil milhões de euros de amortizações de título de dívida.

"Oferecemos um seguro de liquidez", afirmou, sublinhando que há "vários desenvolvimentos positivos" no mercado desde a última reunião do BCE, dos quais destacou a "abertura do mercado de obrigações" privadas e a queda das taxas de juro no mercado monetário.

Draghi vê nesse comportamento a resposta aos que dizem que os bancos pediram muito dinheiro emprestado apenas para o depositar no BCE. Em parte pode ser verdade, admite implicitamente, mas considera que os sinais positivos mostram que o "dinheiro está a circular" na economia.

"Evitámos pelo menos uma contracção do crédito que teria sido pior", disse, referindo que em alguns países do Euro estes recuos na concessão de crédito já estão a acontecer, com impactos significativos.

O presidente do BCE foi cauteloso na análise de que é também a actuação do BCE que está a permitir as quedas de juros de dívida pública em vários países periféricos. Os críticos do BCE consideram que os empréstimos a três anos, entre outras operações não convencionais, são uma forma indirecta de emprestar dinheiro aos países sob pressão, em especial Espanha e Itália.



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