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BCE nao está disponível para prolongar prazos da dívida grega

O Banco Central Europeu rejeita participar em qualquer esforço de reestruturação da dívida da Grécia. É a resposta da autoridade monetária à indicação de que o governo grego está a estudar a extensão dos prazos da dívida helénica nas mãos do BCE e dos bancos do Eurosistema.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 26 de Setembro de 2012 às 15:52
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O Banco Central Europeu não está disponível para participar em qualquer nova reestruturação da dívida da Grécia.

O governo grego admitiu esta terça-feira que estava a estudar a possibilidade de cobrir o buraco de financiamento que regista através da extensão das maturidades dos títulos de dívida grega detidos pelo BCE e pelos bancos centrais da Zona Euro.

Contactada pelo Negócios para reagir à possibilidade avançada pelo governo grego, a autoridade monetária presidida por Mario Draghi (na foto) remete para uma entrevista dada, esta terça-feira, pelo membro da Comissão Executiva do BCE Jörg Asmussen ao “Die Welt”. Asmussen referiu que a possível participação do BCE numa reestruturação da dívida não está aberta a discussão.

“O BCE não pode sequer assumir uma participação nessa reestruturação, já que isto consistiria um financiamento estatal proibido”, disse Asmussen na sua entrevista.

A autoridade monetária diz que cabe “apenas” aos estados-membros da Zona Euro cobrir as necessidades financeiras externas adicionais que a Grécia verifica e não ao BCE.

Ainda assim, o membro da Comissão Executiva salientou que a manutenção da Grécia na união monetária é a posição preferencial, não colocando em causa a sua permanência no euro. Mas o país é que se tem de esforçar para isso, concretizou.

De qualquer modo, governo grego estará a analisar a possibilidade de avançar com essa extensão dos prazos da dívida detida pelo Eurosistema.

O Banco de Portugal não quis apontar ao Negócios qual a quantidade de dívida grega que terá em carteira. As possíveis perdas que enfrentaria com estas extensões das maturidades da dívida da Grécia seriam partilhadas com os restantes estados-membros e não teriam em conta a quantidade de dívida em mãos (está dependente da sua posição no capital da autoridade monetária).
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