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BCE não está a trabalhar em plano B para a Grécia

O euro é a "âncora de estabilidade" no actual período de crise, diz o membro da Comissão Executiva do BCE, Jörg Asmussen. E, apesar das dificuldades, a Alemanha ainda obtém vantagens por pertencer à moeda única, acrescenta. Uma moeda que continua a contar com a Grécia. Porque só há o plano A: a Grécia continuar no euro.

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Não há plano B para a Grécia: o Banco Central Europeu (BCE) só está a trabalhar no cenário da permanência do país no euro. Jörg Asmussen voltou a dizer que a autoridade monetária tem uma “preferência” por uma moeda única a 17. Com a Grécia. O plano A.

“Estou a trabalhar no plano A e não considero um plano B. Se outros estão a trabalhar com base num plano B, muito bem. Mas, como disse Mario Draghi, a nossa preferência é para que a Grécia fique no euro e é nisso que estamos a trabalhar”, declarou Asmussen, membro da comissão executiva do BCE, em declarações citadas pela agência Bloomberg durante um evento em Berlim.

O alemão usou, novamente, a palavra “preferência” pela manutenção do euro, depois de Mario Draghi, o presidente do BCE, ter falado nessa sua “forte preferência”. José González-Paramo, também da comissão executiva do banco, já utilizou, na sexta-feira, a mesma expressão.

Jörg Asmussen vem dizer que o BCE não está a trabalhar em nenhum plano B, na sequência de uma declaração do comissário europeu para o Comércio, De Gucht, em que indicou que o banco, juntamente com a Comissão Europeia, estaria a preparar planos de contingência para a saída da Grécia da União Europeia. Afirmações logo desmentidas pelo comissário para os Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn.

Apesar de considerar que a situação na Grécia e na Europa é “difícil”, para Asmussen, o euro é ainda “a âncora de estabilidade na crise”. E, mesmo com essas dificuldades, a Alemanha ainda beneficia da sua participação na divisa europeia, na sua opinião.

BCE vai continuar a lutar contra a crise

Sobre as medidas de resolução da crise europeia, o alemão defendeu a sua oposição contra a emissão de obrigações europeias como solução, de acordo com a Bloomberg. Uma posição que tem sido defendida, por exemplo, por Angela Merkel, a chanceler alemã. Ainda agora, rejeitou a proposta de François Hollande, presidente da França, de avançar para estes instrumentos comuns.

O BCE vai continuar a contribuir, nos próximos meses, com propostas próprias para ajudar a solucionar as dificuldades em torno da crise da dívida na Europa, disse também Asmussen. Ainda assim, diz o membro da comissão executiva, o banco tem de continuar atento ao seu mandato, que é o de assegurar a estabilidade dos preços.

Caso contrário, sofrerá uma perda de credibilidade. Por isso, diz, todas as medidas extraordinárias tomadas para combater a crise poderão ser retiradas do mercado em qualquer altura, caso a estabilidade monetária seja colocada em risco.
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