Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Bersani: Confiem-me o cargo de primeiro-ministro. Só um louco o iria querer agora

A impopularidade do poder político em Itália tem levado os candidatos a primeiro-ministro a procurarem passar uma imagem de desapego ao poder. Monti diz que “mal pode esperar” para ver o seu mandato terminar, enquanto Bersani afirma a natureza altruísta da sua candidatura. Só “alguém louco desejaria” o cargo para retirar benefícios pessoais, diz o candidato com mais votos nas últimas eleições.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 28 de Março de 2013 às 13:57
  • Assine já 1€/1 mês
  • 1
  • ...

Pier Luigi Bersani vai reunir esta quinta-feira com o presidente da República de Itália para formar governo. Ao fim de uma semana de negociações com vista à formação de governo, Bersani não sinalizou qualquer acordo com deputados de outros partidos políticos.

 

“Acreditem em mim, só um louco iria querer governar nesta altura”, afirmou Pier Luigi Bersani numa reunião em que procurava angariar apoio para a formação de governo, em declarações citadas pela Bloomberg

 

Para a agência noticiosa, este é um paradoxo típico da vida política italiana. O país está preso numa crise política que ocorre em simultâneo com a subida dos juros da dívida e com o crescimento da taxa de desemprego.

 

O ainda primeiro-ministro Mario Monti afirmou recentemente que “mal pode esperar” para ver o seu mandato terminar. “Este governo, e digo-o da forma mais respeitosa possível, mal pode esperar por que o seu mandato seja anulado”, afirmou Monti.

 

Numa altura em que têm de angariar o apoio do parlamento para formarem governo, os políticos italianos têm procurado passar a ideia de que são desapegados do poder. Durante a campanha eleitoral, vários dos candidatos à liderança do executivo eleitoral citaram um dever de “responsabilidade” para justificar a entrada na corrida a primeiro-ministro.

 

Sílvio Berlusconi também procurou transmitir uma ideia de desapego ao poder, durante a campanha eleitoral, recorda a agência noticiosa. Terá dito que aceitaria o cargo de ministro das Finanças, caso vencesse as eleições.

 

O actual primeiro-ministro de Itália e o principal candidato ao cargo estão de acordo numa coisa: governar o país, neste momento, é uma tarefa ingrata.

 

Pier Luigi Bersani angaria o apoio do parlamento italiano dizendo que só um “louco” aspira a liderar um governo em Roma, enquanto o primeiro-ministro cessante, que se candidatou à reeleição, Mario Monti, diz “não poder esperar” por sair. 

Ver comentários
Saber mais Itália eleições política governo
Mais lidas
Outras Notícias