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Bruxelas baixa previsões de crescimento para a Zona Euro em 2016

O PIB dos países da Zona Euro vai crescer 1,6% este ano e 1,8% em 2016, de acordo com as projecções da Comissão Europeia divulgadas esta quinta-feira, que também reviu em baixa as previsões para a inflação.

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EU Commission Sees Euro Area Growth at 1.8%
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 05 de Novembro de 2015 às 10:16
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A economia da Zona Euro vai registar um crescimento de 1,6% este ano, de 1,8% em 2016 e 1,9% em 2017. As previsões são da Comissão Europeia e representam uma revisão em ligeira alta das estimativas para este ano e em baixa para 2016.

Nas previsões de Outono divulgadas esta quinta-feira, a Comissão Europeia cita as condições mais desafiantes da economia global e o menor impeto da queda do preço do petróleo e da cotação do euro para justificar a revisão em baixa das estimativas para o crescimento de 2016.  

Nas previsões de Primavera, a Comissão Europeia apontava para um crescimento de 1,5% este ano e 1,9% em 2016.

"A recuperação económica na área do euro e na União Europeia no seu conjunto, agora no seu terceiro ano, deverá prosseguir a um ritmo modesto no próximo ano, apesar do aumento das dificuldades que a economia mundial atravessa", refere o relatório.

 

Bruxelas classifica de "lenta" a retoma da economia europeia, embora assinale que esteja a ser "resiliente e generalizada" nos vários países do euro.

 

"Está a dissipar-se o impacto dos factores positivos, ao mesmo tempo que estão a surgir novas dificuldades, como por exemplo o abrandamento das economias de mercado emergentes e do comércio mundial, bem como a persistência das tensões geopolíticas", refere Bruxelas, assinalando que "o ritmo de crescimento deverá resistir aos desafios em 2016 e 2017, graças ao apoio de outros factores, tais como melhores resultados em matéria de emprego com consequências positivas sobre o rendimento real disponível, condições de crédito facilitadas, progressos em matéria de desendividamento financeiro e aumento dos investimentos".

A descida da previsão para o crescimento do PIB em 2016 é justificada sobretudo pelo abrandamento da economia global, que deverá registar o ritmo de crescimento mais baixo desde 2009. "A perspectiva para o crescimento do PIB global e comércio mundial deteriorou-se consideravelmente desde a Primavera, devido sobretudo a um abrandamento mais generalizado nas economias emergentes e a um mais acentuado e disruptivo ajustamento na China".

 

A ligeira aceleração da economia deverá permitir uma redução do desemprego, com Bruxelas a apontar para uma taxa de 10,6% em 2016 e 10,3% em 2017, o que se situa abaixo dos 11% estimados para este ano.

 

As contas públicas dos países do euro também deverão melhorar, já que a Comissão Europeia aponta para um défice orçamental de 2% na Zona Euro este ano, com o desequilíbrio a descer para 1,8% do PIB em 2016 e 1,5% em 2017.

 

No que diz respeito à inflação, Bruxelas reviu em baixa as suas projecções, apontando para 0,1% este ano, acelerando depois para 1% em 2016 e 1,6% em 2017. A anterior estimativa apontava para uma taxa de inflação de 1,5% este ano.

 

Recuperação "moderada"

 

Na reacção a estas novas projecções, Valdis Dombrovskis diz que estas mostram que "a economia da área do euro prossegue a sua retoma moderada", com o crescimento apoiado "em grande medida, por factores temporários, tais como os baixos preços do petróleo, a descida da taxa de câmbio do euro e a política monetária flexível do BCE".

 

O comissário apela aos países que aproveitem estes "’ventos favoráveis’ temporários para prosseguir uma política responsável em matéria de finanças públicas, estimular o investimento e realizar reformas estruturais destinadas a reforçar a competitividade".

 

Já Pierre Moscovici, Comissário responsável pelos Assuntos Económicos e Financeiros, alerta que "subsistem grandes desafios" na União Europeia, destacando o "investimento insuficiente, estruturas económicas que entravam o emprego e o crescimento, e a persistência de níveis elevados de endividamento privado e público". 

(Notícia actualizada às 10:35 com mais informação) 

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