Europa Cameron diz que acordo com União Europeia será irreversível

Cameron diz que acordo com União Europeia será irreversível

Depois de se encontrar com o homólogo dinamarquês em Copenhaga, David Cameron garantiu aos jornalistas que o Reino Unido nunca reverterá um eventual acordo que venha a ser alcançado com a União Europeia.
Cameron diz que acordo com União Europeia será irreversível
Bloomberg
Inês F. Alves 05 de fevereiro de 2016 às 22:48

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse esta sexta-feira, 5 de Fevereiro, que, se aprovado, o acordo com Bruxelas para alterar os pressupostos da permanência do Reino Unido na União Europeia (UE) será "irreversível".

Numa conferência de imprensa com o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Rasmussen, David Cameron disse que a reversão do acordo teria de ser aprovada pelos 28 Estados-membros da União Europeia e que, assim sendo, era pouco provável que tal viesse a acontecer.

 

"Apenas seria reversível se os 28 países, incluindo o Reino Unido, concordassem em fazê-lo", disse Cameron, citado pela Reuters."Dado que é o acordo que os britânicos querem, de forma nenhuma vamos concordar em revertê-lo", acrescentou.

As suas declarações têm lugar numa altura em que o apoio ao Brexit ganha força no paísUma sondagem divulgada esta quinta-feira, 4 de Fevereiro, pelo Times/YouGov aponta para que 56% dos britânicos sejam favoráveis à saída da União Europeia (Brexit), contra 44% que defendem a manutenção do país no bloco dos 28, estando excluída a percentagem dos que não quiseram ou não souberam responder. 

No passado dia 2 de Fevereiro, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, apresentou o rascunho da proposta de acordo que servirá de base à renegociação do tratado de adesão do Reino Unido à União Europeia. Um documento que Rasmussen considerou esta sexta-feira ser "uma resposta sólida" às preocupações britânicas.

"A proposta é uma resposta sólida para o que precisamos", disse Lars Rasmussen, acrescentando que é necessária uma "clarificação", mas que não espera que sejam feitas "emendas" ao documento que deverá ser discutido no Conselho Europeu que de 18 e 19 de Fevereiro, em Bruxelas.

O rascunho prevê que o país liderado por Cameron tenha autonomia para definir o enquadramento do acesso de imigrantes comunitários aos benefícios do Estado Social britânico, designadamente em matéria de políticas sociais e de emprego, abrindo também espaço para a limitação de benefícios fiscais para os recém-chegados ao país. O combate ao turismo social é a grande preocupação de Cameron nesta negociação.

As negociações entre Cameron e os representantes da União Europeia vão determinar se o primeiro-ministro britânico fará campanha a favor da permanência do país no bloco europeu no referendo que ainda não tem data marcada, mas que deverá acontecer já este ano, isto depois de Cameron, ainda no anterior mandato, ter prometido realizar uma consulta popular sobre a questão até ao final de 2017.




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