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Cameron aceita tratar referendo sobre a independência da Escócia

Embora Londres e Edimburgo concordem com um referendo, discordam sobre quase tudo o que se relaciona com o tema, incluindo os seus méritos, o calendário e a pergunta a submeter à consulta popular.

Lusa 15 de Janeiro de 2012 às 19:16
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O chefe de Governo do Reino Unido, David Cameron (na foto), vai receber pessoalmente o primeiro-ministro escocês, Alex Salmond, para tratar do referendo sobre a independência da Escócia, confirmou hoje Downing Street.

Em comunicado, citado pela Efe, o porta-voz oficial do Governo assegurou que tanto David Cameron como o vice-primeiro-ministro britânico, Nick Clegg, se mostraram sempre "dispostos" a reunir-se com Alex Salmond, se bem que consideram que este deve aceitar primeiro reunir-se com o ministro inglês responsável pela Escócia, Michael Moore.

Michael Moore propôs hoje a Alex Salmond um encontro na próxima quinta-feira em Edimburgo para tratar sobre o controverso plebiscito.

Alex Salmond, por seu lado, disse que não se importava de "falar com quer que seja", desde que houvesse uma reunião com David Cameron por ser "quem toma as decisões". Acrescentou ainda que tentou marcar uma reunião com o primeiro-ministro inglês por seis vezes, sem qualquer resposta, e que o fez pela última vez em Julho passado.

A 8 de Janeiro, David Cameron disse ser favorável a um referendo sobre a independência da Escócia, mas reafirmou a sua forte oposição a uma separação da região onde Alex Salmond, do Partido Nacional Escocês (SNP), tem maioria absoluta no Parlamento regional desde maio de 2011.

Embora Londres e Edimburgo concordem num referendo, discordam sobre quase tudo que se relaciona com o tema, incluindo os seus méritos, o calendário e a pergunta a submeter a referendo.

Londres é favorável a uma organização rápida do referendo, enquanto Edimburgo quer que seja realizado no final de 2014. O Governo britânico também acredita que o referendo deve ser uma única questão e duas respostas alternativas (sim ou não), enquanto que as autoridades escocesas gostariam que houvesse uma pergunta acrescida sobre a concessão de maior autonomia, incluindo em temos de matéria fiscal.

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