Europa Cameron vai permitir que ministros façam campanha a favor do “Brexit”

Cameron vai permitir que ministros façam campanha a favor do “Brexit”

Cameron está confiante sobre um acordo com a União Europeia que viabilize a permanência do Reino Unido no bloco europeu, mas não obrigará os membros do Governo a fazer campanha nesse sentido. Os responsáveis serão livres de defender as suas convicções no referendo independentemente da posição oficial.
Cameron vai permitir que ministros façam campanha a favor do “Brexit”
Bloomberg
Inês F. Alves 05 de janeiro de 2016 às 13:48

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, vai permitir que os membros do seu Governo façam campanha a favor da saída do Reino Unido da União Europeia, avança a Reuters esta terça-feira, 5 de Janeiro, citando fontes oficiais.

Cameron procura chegar a acordo com a União Europeia (UE) sobre os termos para a permanência do Reino Unido no bloco europeu e mostrou-se confiante num entendimento no último Conselho Europeu, que teve lugar em Dezembro do ano passado. Todavia, não coloca de lado a possibilidade de uma saída do país – Brexit – caso não se alcance terreno comum.

A Europa tem dividido os Conservadores nas últimas três décadas, escreve a Reuters, acrescentando que cerca de um terço da equipa do líder britânico já manifestou o seu cepticismo sobre a União Europeia (UE).

Segundo a agência, especula-se que alguns destes ministros abandonariam os cargos caso fossem obrigados a apoiar a manutenção do Reino Unido na UE.

Cameron vai actualizar o Parlamento sobre o estado das negociações com a União Europeia esta terça-feira e, segundo fontes citadas pela Reuters, dará nesta ocasião um "sinal forte" da suspensão da responsabilidade colectiva que obrigaria todos os membros do Governo a fazer campanha no mesmo sentido quando o referendo tiver lugar.

No entanto, "vai tornar claro que a responsabilidade colectiva se mantém até que o acordo esteja concluído. Nesse momento, o Governo tomará uma posição quanto ao acordo", disse a fonte, acrescentando que "se algum ministro decidir fazer campanha individualmente no sentido oposto, isso será acomodado".

O primeiro-ministro britânico disse no final do Conselho Europeu de Dezembro que espera chegar a acordo com a União Europeia (UE) em Fevereiro deste ano, abrindo a porta para a realização do referendo em 2016.

"Há caminho para a realização deste entendimento em Fevereiro", disse Cameron aos jornalistas, em referência ao próximo encontro entre os líderes europeus, marcado para 18 e 19 de Fevereiro de 2016.

"Acredito que 2016 será o ano em que alcançaremos algo realmente vital: alterando fundamentalmente a relação entre o Reino Unido e a União Europeia e, finalmente, endereçando as preocupações do povo britânico sobre a filiação à União Europeia", acrescentou, citado pela Bloomberg.

"Depois, estará nas mãos do povo britânico decidir se quer ficar ou sair [da União Europeia]", concluiu.




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