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China e UE chegam a acordo de mínimos sobre política cambial

As autoridades chineses põem de parte uma apreciação rápida do yuan, mas reconhecem o problema da valorização do euro e concordam que é preciso evitar movimentos cambiais bruscos.

Negócios 28 de Novembro de 2007 às 08:57
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A China e a União Europeia chegaram a um acordo de mínimos sobre os movimentos cambiais, tendo anunciado um entendimento mútuo para cooperar no sentido de evitar flutuações acentuadas. Mas ao contrário do que a Europa pretendia, as autoridades chinesas não se comprometeram em reavaliar o yuan, que desde o início do ano perdeu quase 7% do seu valor contra o euro, inflacionando a competitividade das exportações chineses e o já de si gigantesco défice comercial europeu com a China.

Numa declaração vaga, emitida depois de o governador do banco central chinês, Zhou Xiaochuan, ter recebido a delegação europeia integrada por Jean-Claude Trichet, presidente do BCE, Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, e Joaquin Almunia, comissário do euro, a autoridade monetária chinesa anunciou que as partes concordaram em "tomar medidas para melhorar os ajustamentos económicos estruturais, evitar grandes oscilações nos movimentos cambiais e contribuir para um ajustamento ordenado dos desequilíbrios globais".

Segundo os europeus, a moeda chinesa estará a ser cotada mais de 20% abaixo do valor que teria em condições normais de mercado, e é a principal razão que explica a deterioração do défice comercial que, nas contas de Bruxelas, se agrava a um ritmo de 15 milhões de euros por hora, devendo passar dos 128 mil milhões de euros contabilizados em 2006 para 170 mil milhões neste ano.

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