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Comissão Europeia aplaude pacote de austeridade em Itália mas adverte que haverá mais reformas

O vice-presidente da Comissão Europeia para os Assuntos Económicos advertiu que Roma irá enfrentar mais reformas brevemente.

Lusa 05 de Dezembro de 2011 às 08:26
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O vice-presidente da Comissão Europeia para os Assuntos Económicos afirmou no domingo que o pacote de austeridade aprovado pela Itália dá "um sinal muito necessário de um novo enfoque na política económica", mas advertiu que Roma irá enfrentar mais reformas brevemente.



"Este pacote é um passo muito importante para fortalecer as finanças públicas e apoiar o crescimento económico, enquanto se preserva a equidade social e a justiça", apontou Olli Rehn em comunicado.

Segundo o responsável comunitário dos Assuntos Económicos, a Comissão Europeia vai desenvolver uma análise detalhada quando receber todos os detalhes do plano italiano, mas "em geral o conjunto de medidas é oportuno e ambicioso, dando um sinal muito necessário de um novo enfoque".

Rehn sublinhou que o esforço de consolidação fiscal incluído é "essencial para reforçar a credibilidade da economia italiana, mas também para recuperar o controlo da sua elevada dívida e aliviar a carga para as futuras gerações".

Em relação às pensões, "algumas medidas muito esperadas estão sendo introduzidas com o fim de reduzir o gasto das pensões, enquanto reforçam a justiça do sistema e aumentam a participação da força do trabalho", assinalou Olli Rehn.

O responsável destacou também que as medidas para aumentar as receitas fiscais serão parcialmente compensadas com os incentivos fiscais para apoiar as empresas e o emprego e congratulou-se pelos compromissos de Itália para reforçar a luta contra a fraude fiscal.

Ainda assim, o vice-presidente assegurou que são necessárias mais iniciativas em áreas apontadas recentemente pela Comissão Europeia. Nesse sentido, recordou que o Governo "anunciou mais medidas estruturais para breve, incluindo na área do mercado de trabalho, em consulta com os parceiros sociais".

"É crucial manter a dinâmica na reforma económica e na renovação política para tomar mais decisões que podem criar mais crescimento e mais e melhores postos de trabalho de forma justa", insistiu.

O primeiro-ministro italiano anunciou no domingo um novo pacote de austeridade que inclui cortes na despesa, aumentos de impostos e uma reforma do sistema de pensões. O plano visa consolidar em 24 mil milhões de euros as finanças públicas italianas, de forma a atingir um orçamento equilibrado em 2013.

Esta nova ronda de austeridade inclui cortes na despesa pública (incluindo no salário do primeiro-ministro, do qual Monti vai prescindir) e aumentos em alguns impostos, nomeadamente os ligados ao imobiliário.

Além disso, o Governo italiano quer avançar com uma controversa reforma do sistema de pensões. A reforma irá aumentar o número de anos de contribuições exigido (está actualmente nos 40), enquanto o cálculo das pensões passará a ter base em toda a carreira contributiva e não apenas nos últimos anos.



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