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Comissão Europeia quer mais transparência nas contas públicas de Espanha

É necessário uma maior transparência e uma melhor gestão das finanças espanholas, sublinha Olli Rehn, através do seu porta-voz. Uma declaração que se segue ao anúncio de que o défice do país de 2011 será 0,4 pontos percentuais acima do previsto.

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A Comissão Europeia voltou, hoje, a dizer que é necessária uma maior “transparência” por parte de Espanha na divulgação das suas finanças.

“O vice-presidente [Olli] Rehn sublinhou, mais uma vez, a necessidade de uma maior transparência e de uma boa gestão nas contas públicas, em todos os níveis da administração: governo central, regional e municipal”, afirmou o porta-voz do comissário, Amadeu Altafaj, citado no jornal “El Mundo”.

Altafaj falava na sequência da revisão em alta do défice espanhol, anunciada na passada sexta-feira. O défice terá sido, em 2011, de 8,9% e não de 8,5%, como inicialmente acordado. O novo número deve-se às despesas acima do esperado de algumas regiões, como Madrid.

O Governo de Mariano Rajoy, diz Altafaj, compreende a “importância de uma total clareza das finanças públicas nas regiões”.

O gabinete de estatísticas europeu, o Eurostat, já anunciou que vai a Madrid para tentar clarificar os números e tentar perceber como se poderá impedir uma repetição deste facto. Ainda não há data para essa visita, disse Amadeu Altafaj, citado pela Efe.

O porta-voz do comissário europeu para os Assuntos Económicos e Monetários não quis entrar em detalhes sobre os possíveis efeitos de uma revisão em alta do défice por parte do Executivo de Mariano Rajoy, avança a mesma fonte. Ainda assim, o representante da Comissão Europeia garantiu não ter razões “para duvidar da qualidade do trabalho” do instituto de estatísticas espanhol.

“Não se trata de satisfação ou insatisfação [relativamente aos números], ou de preocupações”, declarou Altafaj, dizendo que a Comissão irá emitir uma análise ao programa de estabilidade de Espanha a 30 de Maio.

A revisão em alta dos números de Espanha acontece numa altura em que o país está no centro da crise da dívida, a par da Grécia. O sector financeiro do país continua a intensificar os receios de que a nação possa ter de ser alvo de um pacote de assistência financeira. O que continua a trazer receios para os investidores e já levou as agências de notação financeira como a Moody's a cortar a classificação de risco de bancos espanhóis.

Na semana passada, Mariano Rajoy disse que Espanha corria o risco de perder o acesso ao financiamento por parte dos mercados e que, por isso, eram necessárias mais medidas de contenção orçamental. Bruxelas tem dito que Espanha está a fazer o que precisa e que, por isso, não tem porque "pensar" em qualquer tipo de resgate.
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