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Detidas 13 pessoas em operação antiterrorista na Bélgica

A procuradoria federal belga anunciou esta sexta-feira que 13 pessoas foram detidas na operação antiterrorista lançada na quinta-feira, visando 'jihadistas' que alegadamente planeavam matar polícias, dispondo até de uniformes policiais para o efeito.

Lusa 16 de Janeiro de 2015 às 12:38
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Segundo o procurador Eric Van der Sypt, foram detidas 13 pessoas no total das 12 operações lançadas na quinta-feira em território belga, a mais significativa das quais na localidade de Verviers, onde foram mortos dois suspeitos.

 

Escusando-se a responder a várias questões para não comprometer os inquéritos em curso, o procurador não se pronunciou sobre as notícias da imprensa belga segundo as quais a célula de radicais islâmicos planeava também sequestrar e decapitar uma "pessoa influente", provavelmente da hierarquia policial ou judiciária.

 

De acordo com a procuradoria, os 'jihadistas' planeavam atacar agentes da autoridade na via pública e em esquadras.

Apesar de a operação, "no terreno", já ter terminado, a polícia mantém o nível de alerta elevado, de 3 numa escala de quatro, havendo medidas de segurança reforçada nos comissariados de polícia e em torno de tribunais, sobretudo em Bruxelas, e o sindicato de polícias já reclamou que todos os agentes só possam sair em patrulha armados, acompanhados, e com coletes à prova de bala.

 

Relativamente às 13 pessoas detidas no quadro desta operação policial dirigida a "uma célula terrorista e respectiva rede logística", o procurador escusou-se a revelar a sua nacionalidade, adiantando apenas que duas pessoas de nacionalidade belga foram detidas em França, tendo as autoridades belgas solicitado já a sua extradição.

 

A procuradoria esclareceu, no entanto, que a operação antiterrorista lançada na quinta-feira na Bélgica teve um "carácter nacional", não se inserindo em qualquer iniciativa transfronteiriça, apesar de também terem sido realizadas operações policiais em França e na Alemanha.

 

Na véspera, já esclarecera que não existe, "até ao momento", qualquer vínculo entre a célula terrorista desmantelada na Bélgica e os atentados de Paris da semana passada, apontando que a investigação fora iniciada ainda antes do ataque contra o jornal satírico parisiense Charlie Hebdo a 7 de Janeiro.

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