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Directora do FMI lamenta que declarações sobre a Grécia tenham sido mal interpretadas

A directora do FMI, Christine Lagarde, lamentou hoje que as suas declarações sobre a Grécia tenham sido "mal interpretadas e provocassem ofensa" e reiterou o seu "grande respeito" pelo povo grego, disse o porta-voz da instituição.

Lusa 31 de Maio de 2012 às 20:18
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"Essa não era a intenção. A directora-geral e o Fundo [Fundo Monetário internacional, FMI] sempre disseram que têm um grande respeito pela Grécia e pelos sacrifícios que muitos estão a fazer para superar a crise económica", afirmou o porta-voz Gerry Rice durante a habitual conferência de imprensa quinzenal.

Rice fazia referência às fortes críticas emitidas contra Lagarde, sobretudo provenientes de Atenas, após a responsável do FMI ter sugerido na semana passada em entrevista ao diário britânico "The Guardian" que os gregos deveriam pagar os seus impostos e que estava mais preocupada com a situação na África subsaariana em comparação com a crise na Grécia e na Zona Euro.

"Nos últimos anos, o FMI realizou grandes esforços para ajudar a Grécia a enfrentar esta crise, estamos profundamente conscientes que a Grécia continua a enfrentar enormes e difíceis desafios", acrescentou Rice.

A Grécia já negociou dois memorandos de entendimento com os credores internacionais (União Europeia e FMI), condicionados por fortes medidas de austeridade, e prepara-se para decisivas eleições legislativas em 17 de Junho após o inconclusivo escrutínio no início de Maio que não garantiu a formação de um governo de coligação.

"Continuamos a pensar que a Grécia pode sair desta situação se todas as partes cumprirem as suas responsabilidades e forem aplicadas as políticas", precisou ainda Rice.

Sobre a questão dos impostos, o porta-voz do Fundo considerou "muito importante que o ajustamento na Grécia seja justo e equitativo porque isso significa que todos cumpriram a sua parte nos impostos, incluindo os rendimentos mais elevados".

"Por isso, a melhoria da administração tributária é uma prioridade fundamental", acrescentou.

O FMI já anunciou que não retomará as negociações com Atenas até à formação de um novo governo.
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