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Draghi: BCE vai continuar a apoiar bancos solventes

O responsável pela política monetária da Zona Euro disse que o BCE vai continuar a financiar os bancos que se encontrem solventes. Quatro bancos gregos foram readmitidos nas operações monetárias com o BCE.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 31 de Maio de 2012 às 09:53
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“O BCE vai manter os empréstimos a bancos solventes” e vai “manter vivas e activas as linhas de liquidez com os bancos solventes”, afirmou o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, durante a reunião de uma comissão do Parlamente Europeu, segundo a Bloomberg

O responsável disse também que foram readmitidos quatro bancos gregos às operações de política monetária da instituição, depois de estes terem sido temporariamente suspensos devido a receios em relação à sua solvabilidade.

Nas declarações que fez aos deputados do Parlamente Europeu, Draghi disse que o BCE não resolver o problema da carência de capital dos bancos, nem responder ao vazio criado pela governação da Zona Euro nem a falta de acção pelos países.

“Não é o nosso mandato” e “não é o nosso dever”, respondeu o presidente do BCE quando questionado sobre quais as medidas adicionais que pode tomar para ajudar a acalmar a instabilidade nos mercados. “O próximo passo” para os líderes europeus é “clarificar uma visão” para definir como se vê a Zona Euro daqui a uns anos.

BCE reintegra quatro brancos gregos

Pouco mais de duas semanas depois de o BCE ter excluído o grupo de quatro bancos “severamente descapitalizado” da Grécia das suas operações de política monetária, Mario Draghi anunciou hoje que voltou a conceder-lhes financiamento.

Na quarta-feira, dia 16 de Maio, o BCE suspendeu os empréstimos a quatro bancos gregos e deixou que estes se financiassem através das linhas de emergência do Banco da Grécia e disse esperar que estes se recapitalizassem “depressa”, por forma a serem reintegrados nas operações da autoridade monetária.

Recurso a garantias nos empréstimos pode “sobrecarregar” activos dos bancos

Os bancos estão a atravessar uma fase de transição em que têm de colmatar as “deficiências significativas” que chegaram a ter, reforçando capitais e passando para estruturas de financiamento mais sustentáveis, explicou Mario Draghi.

“No entanto, a capacidade de os bancos gerirem este ajustamento está a sofrer o impacto das condições do mercado interbancário europeu e os mercados de financiamento sem garantias”, salientou.

A instabilidade explica o maior recurso ao mercado de financiamento com garantias e isso pode “sobrecarregar” os activos dos bancos, limitando o seu acesso a outros mercados como o interbancário e o de financiamento sem garantias.

“Existiu um aumento no recurso ao mercado de financiamento com garantias e instrumentos de financiamento inovadores”, disse Draghi. “A maior dependência do financiamento com garantias cria receios relativos à extensão em que se pode sobrecarregar os activos dos bancos”, referiu.

“Se se for demasiado longe”, alertou, “a insuficiência de activos bancários pode afectar a estabilidade no acesso financiamento dentro do sistema e, de forma algo auto induzida, reforçar os problemas de acesso aos mercados de financiamento sem garantias”, acrescentou.

(Notícia actualizada às 10h20 com mais contexto)
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