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Durão Barroso saúda acordo "excepcionalmente importante" sobre a supervisão bancária

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, saudou o acordo "excepcionalmente importante" alcançado pelos ministros das Finanças dos 27, hoje de madrugada, sobre o Mecanismo Único de Supervisão Bancária.

Lusa 13 de Dezembro de 2012 às 09:10
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"Em nome da Comissão Europeia, saúdo com agrado este acordo excepcionalmente importante sobre o Mecanismo único de Supervisão, alcançado pelo Conselho", disse José Manuel Durão Barroso, numa nota de imprensa.

O acordo, sublinhou ainda o chefe do executivo comunitário, "é um passo em frente crucial e muito substantivo no sentido de uma união bancária e um passo em frente atempado para a integração da supervisão financeira na zona euro e nos outros Estados-membros que a Comissão espera virem a participar".

A proposta para o mecanismo único de supervisão foi apresentada pela Comissão Europeia em Setembro e, depois do acordo de hoje, deverá ainda receber luz verde do Parlamento Europeu.

Os ministros das Finanças da União Europeia (UE) chegaram, esta madrugada, a um acordo sobre a criação de um supervisor bancário único, anunciou o ministro das Finanças do Chipre, país que assume actualmente a presidência rotativa do bloco.

O "histórico" acordo foi alcançado após 14 horas de negociações e a menos de 12 horas da cimeira dos líderes da UE, indicou Vassos Shiarly, na conferência de imprensa que se seguiu ao encontro.

"Estabelecer uma união bancária constitui um elemento chave nos nossos planos", realçou o responsável, apontando que "o principal objectivo passa por restaurar a confiança no sector bancário".

O futuro mecanismo único de supervisão bancária entrará plenamente em vigor a 01 de Março de 2014, indicou o comissário europeu responsável pelos Assuntos Financeiros, Michel Barnier.

Na cimeira de Outubro, os líderes apontaram 01 de Janeiro de 2013 como a data para o arranque do mecanismo, o qual deverá abranger todos os bancos da zona euro, num total de cerca de 6.000.

Os 27 alcançaram um compromisso sobre os pontos que permaneciam “bloqueados” há meses: o âmbito de aplicação da supervisão directa pelo Banco Central Europeu (BCE), a articulação entre a Autoridade Bancária Europeia (que terá um papel de regulador) e o BCE e a forma de separar as duas funções do BCE: a de política monetária da zona euro e a precisamente a de supervisão, já que esta última envolve países que não fazem parte da moeda única.

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