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Europa no vermelho pressionada por receios de contágio da crise da dívida na Europa

As bolsas europeias estiveram ao longo do dia a negociar em terreno negativo, a reflectirem os receios dos investidores em torno da crise da dívida soberana na Europa e os temores de propagação a um quarto país, Itália. Os índices PSI-20, IBEX 35, ASE/FSTE e o MIBTEL são os que estão a liderar as quedas na Europa.

Andreia Major amajor@negocios.pt 11 de Julho de 2011 às 16:37
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As praças europeias estão a registar a maior queda desde Abril, uma vez que os receios de que a crise da dívida da Europa se propague a Itália estão a aumentar e a inflação chinesa subiu para um máximo de três anos.

Todos os sectores estão a negociar em terreno negativo, com especial destaque para o da banca, o das seguradoras e o automóvel.

Os investidores estão preocupados com que Itália venha a ser o próximo país da Zona Euro a necessitar de ajuda financeira externa, após a Irlanda, a Grécia, e Portugal já terem recorrido aos fundos da Comissão Europeia, do BCE e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O principal índice de referência europeu, STOXX-600, desce 1,81% para 268,81 pontos. Segue-se o PSI-20 a cair 4,68% para 6.816,71 pontos, estando no nível mais baixo desde Maio de 2010, com nove cotadas a tocar mínimos de mais de 12 meses.

Em Espanha, o IBEX-35 também está a sofrer uma forte desvalorização, e perde 3,49% para 9.591,4 pontos. Os juros da dívida espanhola começaram a semana a disparar.

O londrino Footsie cede 1,3% para 5.912,58 pontos, e o francês CAC-40 tomba 2,72% para 3.807,26 euros.

Na Alemanha, o DAX deprecia 2,69% para 7.203,51 pontos. O índice grego ASE/FTSE desvaloriza 3,48% para 536,7 pontos, e o holandês AEX recua 1,93% para 335,87 pontos.

O italiano MIBTEL é o que mais cai, estando a perder 4,74% para 18.147,02 pontos.

“O que estamos a ver hoje é o resultado de 20 a 30 anos dos países ocidentais a viverem acima das suas possibilidades”, disse Matthieu Giuliani, gestor de fundos da Palatine Asset Management em Paris, à Bloomberg.

O presidente da União Europeia, Herman Van Rompuy, e o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, reuniram-se hoje com o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e o comissário europeu para os assuntos económicos, Olli Rehn, antes do encontro dos ministros das Finanças da Zona Euro, em Bruxelas.

Em discussão esteve a tentativa de alcançar uma solução para envolver o sector privado no segundo programa de apoio à Grécia.

O fundo de resgate da União Europeia poderá ter de ser duplicado para 1,5 biliões de euros para cobrir uma crise em Itália, de acordo com o jornal alemão “Die Welt”. Os líderes europeus estão preparados para aceitar que a Grécia possa incumprir um trecho das suas obrigações como parte de um novo plano de resgate ao país.
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