Europa Extremismos de direita no mapa da Europa

Extremismos de direita no mapa da Europa

A evolução eleitoral dos partidos de extrema-direita na Europa durante a crise revela um ganho importante de popularidade em países como a França, Holanda, Finlândia, Hungria, Áustria, Letónia e Grécia.
João Maltez Nuno Teixeira - Infografia 18 de fevereiro de 2014 às 15:16

Com base na comparação dos resultados eleitorais dos partidos de extrema-direita nos Estados-membros da União Europeia, o professor de ciência política Cas Mudde, um holandês que se especializou no estudo dos extremismos políticos nas sociedades democráticas, conclui que a crise económica que afectou a Zona Euro contribuiu para elevar a votação dos partidos nacionalistas, populistas e anti-imigração em 11 países.

 

 

Através do ‘think thank’ "Policy Network", Cas Mudde revela que pegou nos resultados eleitorais dos partidos extremistas no período pré-crise (2005-2008) e comparou-os com os que obtiveram nos escrutínios realizados ao longo dos anos de crise (2009-2013). Conclui que em oito dos vinte e oito Estados-membros, onde se incluem quatro dos cinco países que estão ou estiveram sob um programa de resgate financeiro – Chipre, Irlanda, Portugal e Espanha – a extrema-direita não ganhou força. A excepção é a Grécia, onde o grupo "Aurora Dourada" chegou ao parlamento pela primeira vez.

 

No conjunto dos 20 Estados-membros da União Europeia onde existem partidos de extrema-direita com relevância eleitoral, Mudde verificou que em onze – Finlândia, Hungria, Áustria, França, Letónia, Grécia, Holanda, Suécia, Reino Unido, Croácia e Estónia – houve um aumento do número de votantes nestes partidos. Contudo, entre 2005 e 2013, a expressão destes grupos políticos diminuiu em nove países – Alemanha, Itália, Bulgária, Polónia, Dinamarca, Eslovénia, Bélgica, Eslováquia e Roménia.

 

Entre os onze países onde se registou um crescente apoio a partidos de extrema-direita, seis registaram aumentos mais ou menos consideráveis (crescimento entre 5% e 15%) em termos de votos absolutos – Finlândia, Hungria, Áustria, França, Letónia e Grécia. Já na Bélgica, Roménia e Eslováquia a queda da popularidade destes partidos nas urnas oscilou entre -5% e -10%.

 




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