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Falsificações custam à UE 26 mil milhões de euros por ano

O contrabando e a venda na União Europeia de roupa, calçado e acessórios falsificados gera um prejuízo de 26 mil milhões de euros, todos os anos. Em Portugal, o prejuízo ascende a quase mil milhões de euros.

Bloomberg
Liliana Borges LilianaBorges@negocios.pt 22 de Julho de 2015 às 19:07
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A venda de roupa, sapatos e acessórios falsificados na União Europeia gera um prejuízo de 26 mil milhões de euros e a perda de cerca de 363 mil postos de trabalho todos os anos, nos países da UE. A conclusão é apresentada pelo Instituto de Harmonização do Mercado Interno (IHMI), apresentada esta terça-feira, 22 de Julho.

A venda e distribuição das roupas e calçado falso representam quase 10% do total de vendas do sector. A descida das receitas dos fabricantes e vendedores dos produtos originais tem um impacto não apenas nos lucros, mas também no número de empregos que se perdem ou deixam de ser gerados.

O mesmo relatório conta ainda os efeitos colaterais que os produtos falsificados têm também na produção e nos fornecedores. Só nestes dois sectores, o prejuízo ultrapassa os 43 mil milhões de euros e elimina quase 520 mil postos de trabalho.

Dado que os produtores e vendedores das falsificações não pagam impostos, IVA ou contribuições sociais, calcula-se que se percam oito mil milhões em receitas fiscais nos cofres dos Estados-membros da União Europeia.

Em Portugal, os efeitos directos no prejuízo das vendas giram à volta dos 452 milhões de euros, cerca de 10,4%. Já no que diz respeito aos efeitos no emprego, o número ultrapassa os 18 mil postos de trabalho perdidos, uma fatia que representa também ela quase 10% do sector. Se tivermos em conta os efeitos indirectos, os números do prejuízo atingem mais do dobro das consequências económicas, com um prejuízo de 992 milhões de euros. Paralelamente, também mais de 25 mil pessoas enfrentam uma situação de desemprego, motivada pela contrafacção.

António Campinos, presidente do Instituto de Harmonização do Mercado Interno, diz sobre o relatório que espera que seja "uma ajuda aos governantes", mas também aos consumidores, de forma a incentivá-los a tomar "escolhas mais informadas", cita o relatório disponível no site do IHMI.

A mesma agência adianta ainda que planeia abranger o mesmo estudo a dez outros sectores, nos próximos 18 meses. Relógios e jóias, malas e bolsas; artigos desportivos, jogos e brinquedos; drogas; computadores e peças automóveis, bem como o trabalho e as bebidas alcoólicas, serão os próximos sectores a ser estudados.

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