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Fitch considera que probabilidade de saída da Grécia do euro está a aumentar

A agência de notação financeira não acredita que haja um desmembramento do euro, mas considera que há um risco efectivo de a Grécia abandonar a moeda única.

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A Fitch considera que o risco de uma saída do euro da Grécia é real. E está a aumentar, acrescenta. Contudo, a união monetária vai sobreviver, na opinião da agência de “rating”.

“A agência acredita que um total desmembramento e morte do euro continua a ser bastante improvável, mas o risco de uma saída da Grécia é importante e está a aumentar”, escreve a agência no relatório, hoje publicado, sobre a hipótese de uma nova moeda num país que saia do euro.

A Fitch cortou o “rating” da dívida da Grécia a 17 de Maio, reduzindo a classificação de risco de “B-”, já em território considerado “lixo” (em que deixa de ser aconselhado o investimento), para “CCC”, considerado “extremamente especulativo” e muito próximo do incumprimento.

A justificação para esse corte tinha sido, precisamente, “a intensificação do risco de a Grécia não ser capaz de se manter como membro” da Zona Euro, em antecipação às eleições que vão ocorrer a 17 de Junho.

No relatório de hoje, o analista da Fitch John Hatton escreve que caso um país abandonasse o euro e tivesse de redenominar a sua divisa, as empresas iriam sentir os “efeitos adversos severos da recessão, inflação, ausência de crédito, restrições aos depósitos bancários e controlos de capital e possível instabilidade social e política”.

Muitos “ratings” das empresas iriam, por isso, descer para um grau especulativo ainda maior ou mesmo incumprimento, tanto que qualquer redenominação da dívida numa nova moeda por parte de um país do euro seria entendido como “incumprimento”. Os bancos também não iriam escapar, segundo a Fitch, a um “incumprimento”.

Estes são alguns dos cenários - bastante "incertos", como admite a Fitch - para uma possível saída de um país da moeda única que, para a agência, tem na Grécia o caso mais provável.

Saída do euro não deve ser autorizada, diz a Turquia


Sobre a possibilidade de Atenas deixar de ser uma das 17 capitais do euro, também falou, hoje, Ali Babacan, o vice-primeiro-ministro da Turquia.

Os líderes da Zona Euro devem impedir “definitivamente” uma saída da Grécia do euro. Porque outros países se lhe podem seguir, salientou Babacan, citado pela agência Blomberg. E isso irá conduzir a uma ainda maior aceleração dos prémios de risco das dívidas desses países face à dívida alemã.
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