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Fitch: Itália é "particularmente vulnerável" à crise do euro (act)

A Fitch considera que a Itália é "particularmente vulnerável" aos efeitos sistémicos da crise da dívida da Zona Euro devido à sua elevada dívida pública e ao baixo potencial de crescimento.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 27 de Janeiro de 2012 às 18:42
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A agência de rating baixou hoje a avaliação da dívida italiana de A+ para A- e manteve o outlook negativo, o que significa que pode voltar a cortar o rating do país.

Em comunicado, a Fitch explica que a Itália é "particularmente vulnerável" aos efeitos sistémicos da crise da dívida devido à sua elevada dívida público e ao baixo potencial de crescimento.

No entanto, a agência sublinha que o corte de rating não foi mais acentuado "devido ao forte compromisso do governo italiano para reduzir o défice e implementar reformas estruturais".

O corte da Fitch surge, precisamente, duas semanas após o corte da Standard & Poor’s. A 14 de Janeiro, a S&P baixou o rating de nove países do euro, incluindo de Itália. Hoje, nas vésperas de mais um Conselho Europeu, a Fitch baixou a avaliação de cinco países do euro e manteve a da Irlanda.

"O agravamento da crise da Zona Euro na parte final do ano passado e os problemas de financiamento que o governo italiano e o sector financeiro têm enfrentado, permitem perceber que continuam a existir riscos alimentados pela ausência de um acordo credível que permita financiar os países [da Zona Euro] solventes mas com falta de liquidez", escreve a agência de notação financeira.

A agência refere ainda que "as divergências que existem nos mercados monetário e de crédito entre países da Zona Euro realçam a cada vez maior vulnerabilidade dos Estados-membros a choques monetários e financeiros".

O corte do rating da dívida italiana reflecte, em parte, esta "fraqueza sistémica que só uma reforma significativa da União Monetária e Económica pode resolver", defende a Fitch.

Mais medidas para aumentar a confiança

Outra parte, prossegue a agência de rating, é explicada pelo "agravamento da dinâmica da dívida pública" e pelos riscos associados com o abrandamento económico e a incerteza no médio prazo.

A Fitch elogia algumas das medidas já avançadas pelo executivo de Mario Monti mas defende que o governo italiano deveria avançar com mais medidas orçamentais para "reforçar a confiança" de que é possível alcançar um excedente primário sustentável, melhorar a produtividade e o potencial de crescimento da economia.

As estimativas da Fitch indicam que a economia italiana vai registar uma contracção de 1,7% em 2012 e crescer apenas 0,2% em 2013.

Por último, a agência de notação financeira destaca que o outlook negativo "reflecte o risco associado com o agravamento da crise financeira da Zona Euro".

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