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FMI aconselha BCE a usar todas as armas

O "tempo urge" e é preciso que a autoridade monetária do euro active todas as armas para tentar travar a degradação das condições financeiras. Incluindo mais descidas nas taxas de juro e novas formas de injecção de liquidez na economia, semelhantes às que estão a ser executadas pela Fed e pelo Banco de Inglaterra.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 16 de Julho de 2012 às 14:54
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O efeito dos empréstimos baratos de longo prazo à banca já se “esfumou”. A escalada de tensão está de regresso aos mercados de dívida dos países periféricos e é preciso agir rápido porque “o tempo urge”.

O aviso recorrente é do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas é hoje lançado em termos mais firmes e com uma vasta lista de recomendações dirigidas ao Banco Central Europeu (BCE), que, podendo não dispor de soluções definitivas para a crise, disporá dos paliativos mais poderosos.

As referências ao papel que pode e deve ser desempenhado pelo BCE surgem hoje quer no texto que acompanha a actualização, em baixa, das previsões para a economia mundial, mas também no relatório sobre a estabilidade financeira. Neles, o FMI afirma que “há espaço para a política monetária na zona euro aliviar ainda mais", depois do recente corte da taxa de juro de referência para o mínimo de 0,75%; que é preciso que o BCE garanta “ampla liquidez” à banca e que se assegure que as suas decisões são devidamente repercutidas ao longo da cadeia financeira.

Isso poderá requerer “medidas não convencionais”, acrescenta o FMI, exemplificando com a "reactivação" do programa de compra de dívida pública no mercado secundário (que está inactivo há 18 semanas) e novas linhas de financiamento a longo prazo à banca "com menores exigências de colateral [garantia]" que as duas anteriores.

O FMI chega ainda a fazer referência explícita à eventualidade de o BCE seguir os exemplos norte-americano e britânico, sugerindo a introdução de um programa "tipo-Quantitative Easing", mediante o qual a Fed e o Banco de Inglaterra têm injectado liquidez na economia, aumentando a base monetária, através da compra de activos no mercado.


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