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FMI: Bélgica deve ser mais ambiciosa no corte da despesa

O Fundo Monetário Internacional defende que a Bélgica precisa de poupanças adicionais para cumprir os objectivos orçamentais no início do próximo ano.

Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 20 de Março de 2012 às 16:13
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Num ano em que a Zona Euro deve enfrentar uma recessão, o Fundo Monetário Internacional (FMI) sustenta que a Bélgica precisa de poupanças adicionais para atingir os objectivos orçamentais no início do próximo ano.

Num documento publicado no site do FMI, a instituição liderada por Christine Lagarde (na foto) saúda os esforços do Executivo de Elio di Rupo, nomeado no passado mês de Dezembro, para alcançar “a sustentabilidade orçamental a médio prazo, conter os riscos do sector financeiro e aumentar o emprego e o crescimento”. Ainda assim, o Fundo alerta para os perigos que podem advir da “convulsão que vive a Zona Euro e das fortes ligações entre as instituições financeiras e as soberanias”.

Desta forma, concretiza, “é crucial” que o programa económico do Executivo seja implementado na totalidade. O FMI destaca ainda que a “consolidação orçamental é fundamental” para mitigar as pressões que advêm dos mercados de dívida pública.

Os responsáveis do FMI saúdam também o ajustamento considerável presente no Orçamento de 2012 assim como o compromisso governamental em tomar as medidas adicionais necessárias para que a Bélgica alcance um equilíbrio no que toca ao défice estrutural em 2015.

Mas, e tendo em conta que as receitas representam perto de 50% do PIB belga, o Fundo defende que é necessária uma estratégia de consolidação. Essa estratégia passa por mais contenção, em especial no que toca a pensões, cuidados de saúde e empregos no sector público.
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