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FMI desembolsa 3,2 mil milhões de euros para a Grécia

Atenas vai receber, com a tranche hoje anunciada, cerca de 17% do dinheiro que a entidade liderada por Christine Lagarde acordou dedicar-lhe num período de quatro anos.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 16 de Janeiro de 2013 às 19:20
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou o desembolso de 3,24 mil milhões de euros inseridos no resgate à Grécia. Ao todo, Washington já cumpriu 17% do financiamento acordado, em Março do ano passado, para o país europeu.

 

Com a conclusão da primeira e segunda revisões ao desempenho económico da Grécia por parte do FMI, o conselho executivo da entidade presidida por Christine Lagarde (na foto) aprovou a entrega de cerca de 2,8 mil milhões de SDR, (“Special Drawing Rights” que é, na prática, uma moeda utilizada pelo FMI nos seus empréstimos, que resulta de um cabaz de várias divisas), o que se aproxima de 3,24 mil milhões de euros, de acordo com um comunicado distribuído pelas redacções pela instituição americana.

 

Este montante, junto àquele que tinha sido já desembolsado em Março do ano passado, faz com que o FMI já tenha dado 4,86 mil milhões de euros a Atenas no âmbito do acordo. A Grécia já recebeu, assim, 17% dos cerca dos 28 mil milhões de euros [23,8 mil milhões de SDR] que Washigton lhe dedicou no resgate externo.

 

Como forma de apoio ao programa de ajustamento económico, o FMI juntou-se aos membros da Zona Euro naquilo que se consubstanciou num pacote global de assistência financeira de 172 mil milhões de euros ao longo de quatro anos - depois de o país ter empreendido uma operação de envolvimento do sector privado que levou alguns detentores de obrigações gregas a trocarem títulos de dívida de forma a que o fardo da Grécia com a sua dívida fosse aliviado.

 

A Grécia, que recebeu o primeiro resgate internacional em Maio de 2010, está já no sexto ano de recessão económica. As reformas económicas e as medidas de austeridade implementadas pelo primeiro-ministro Antonis Samaras ainda não possibilitaram que o país voltasse a registar crescimento económico. A Grécia continua ausente do mercado de dívida de longo prazo – aquele que permitiria financiar as suas actividades –, pelo que continua a necessitar de ajuda externa, tal como acontece com a Irlanda e Portugal.

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