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França e Alemanha farão "tudo o que for necessário" para que a Grécia fique no euro

Temas controversos como a emissão de obrigações europeias vão ser alvo de discussão entre os líderes europeus na quarta-feira. "Tudo vai estar em cima da mesa", disse o novo ministro das Finanças francês, Pierre Moscovici, após o primeiro encontro com o homólogo alemão, Wolfgang Schäuble.

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Paris e Berlim deixaram, hoje, uma garantia a Atenas: "Tudo o que for necessário" será feito para que a Grécia permaneça no euro.

À saída do primeiro encontro entre os ministros das Finanças das duas maiores economias da Zona Euro, Wolfgang Schäuble, o representante alemão, voltou a dizer que quer que a Grécia fique na união monetária.

"Pensamos que a Grécia tem o seu lugar na Zona Euro", acrescentou o ministro francês, Pierre Moscovici, citado pela AFP. "A Europa deve enviar sinais para reforçar os investimentos e o crescimento na Grécia, num momento em que o país verifica uma violenta recessão”, continuou, garantindo, contudo, que os helénicos têm de “cumprir os compromissos”.

“Esperamos, com confiança, que a eleição leve à formação de um governo operacional”, comentou Schäuble, segundo a AFP, sobre o sufrágio que terá lugar a 17 de Maio, após as inconclusivas eleições de 6 de Maio. O francês foi mais longe e disse esperar que do governo saísse a vitória dos pró-europeus.

As declarações foram feitas após um encontro entre os dois ministros de França e Alemanha, em Berlim. Schäuble disse, citado pela Bloomberg, que teve “conversas muito boas com Moscovici”.

As relações no eixo franco-alemão começaram a levantar dúvidas no seio da análise política europeia quando Angela Merkel apoiou, publicamente, a candidatura de Nicolas Sarkozy para a presidência francesa, em detrimento de François Hollande, que acabou por ser o vencedor. A oposição de Hollande à austeridade imposta por Merkel também intensificou os receios na relação entre os dois países.

Cimeira vai mesmo discutir Eurobonds

Certo é que, na opinião dos dois responsáveis, a Europa não pode avançar sem uma cooperação entre França e Alemanha. Moscovici, que assumiu o cargo na semana passada, defendeu que tanto ele como Schäuble têm uma especial responsabilidade para com a União Europeia.

É por isso que, na cimeira que se vai realizar na quarta-feira, tudo vai ser discutido. “Tudo vai estar em cima da mesa” na reunião, garantiu Pierre Moscovici, porque é “o tempo certo” para essas discussões. O mesmo disse o ministro das Finanças alemão. Em discussão estarão os temas “controversos”, em que não há acordo entre as duas potências.

Mais propriamente, em discussão estará a emissão de obrigações europeias, que hoje já levou a palavras tanto de Paris como de Berlim, representados na foto por Angela Merkel e François Hollande.

Da parte da Alemanha, Schäuble afirmou, na conferência após o encontro entre ambos, que todas as propostas para o crescimento serão tidas em conta. Mesmo que os dois países tenham ideias opostas sobre o que é preciso para resolver a crise da dívida europeia.

“[As relações franco-alemães vão] continuar independentemente de uma mudança política ou de governo”, disse Schäuble na conferência. “Estou certo de que podemos ter [uma cooperação] como tivemos no passado”, acrescentou.
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