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Governo espanhol decidirá se pede ajuda à UE quando tiver situação clara

A vice-presidente do Governo espanhol afirmou hoje que o executivo decidirá se pede ou não ajuda financeira à União Europeia (UE) quando tiver as condições totalmente claras, actuando em defesa dos interesses dos cidadãos.

Lusa 18 de Setembro de 2012 às 11:33
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Soraya Saénz de Santamaría disse que antes de tomar essa decisão "há que medir os prós e contras" e ter um "clima de unanimidade" no seio da UE e depois, acrescentou, o executivo "tomará a melhor decisão para o conjunto dos espanhóis".

Os comentários de Saénz de Santamaria foram proferidos numa altura de forte pressão sobre o Governo espanhol para que solicite o resgate, com o Governo a ser acusado de adiar a decisão até Outubro, para não condicionar as eleições regionais da Galiza e País Basco.

A pressão alargou-se a algumas capitais europeias e à imprensa nacional e internacional.

Saénz de Santamaría foi questionada directamente pelas recentes declarações do vice-presidente da Comissão Europeia, Joaquín Almunia, que advertiu Espanha de que manter incertezas sobre se vai solicitar a ajuda para a compra de dívida é um "risco", dada a volatilidade dos mercados.

A número dois do Governo espanhol afirmou que Almunia "conhece bem" os procedimentos da UE e considerou que a sua opinião "não coincide" com a de outros comissários europeus.

"Não estamos aqui para opinar, estamos para tomar decisões e tomar decisões fundamentadas", afirmou.

"Não seria responsável tomar uma decisão sem saber todas as consequências que tem", considerou ainda.

Sáenz de Santamaría disse que a Europa "tem que reconhecer" as reformas que Espanha está a levar a cabo "com determinação e valentia", bem como os sacrifícios e a austeridade de seus cidadãos.

Sobre a opinião do líder da oposição, Alfredo Pérez Rubalcaba -- que disse na segunda-feira que nunca pediria um resgate porque isso representaria novos sacrifícios e afetaria a "marca Espanha" -- Saénz de Santamaria disse que este deveria ter pudor por não se lembrar que "há pouco mais de um ano" era vice-presidente do Governo e deixou o défice em valores" elevadíssimos.

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