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Governo grego quer lançar operação de reestruturação de dívida até sexta-feira

"Se isso não acontecer, o país vai entrar em falência. Isso significará um país sem sistema bancário", sintetizou Venizelos, que falava numa voz tensa até ser interrompido pelos apupos da oposição comunista que o acusa que estar a orquestrar "uma catástrofe".

Lusa 12 de Fevereiro de 2012 às 16:03
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A Grécia espera lançar "até 17 de Fevereiro" uma oferta pública aos credores privados para a reestruturação da dívida, para evitar uma situação de "falência", afirmou hoje o ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, no parlamento.

"Até domingo à noite, o parlamento deve ter adoptado" o novo programa de austeridade ditado pela União Europeia (UE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para que Atenas "possa receber luz verde do Eurogrupo, eventualmente quarta-feira," para o desbloqueio do segundo plano de resgate, de 130 mil milhões de euros, afirmou o ministro no início do debate parlamentar.

"Se isso não acontecer (...) não poderemos, até 17 de Fevereiro, lançar oficialmente a operação de troca de títulos" para pagar 100 mil milhões de dívida grega. "E não poderemos proceder a essa troca a tempo até 05 de Março para regular o problema dos reembolsos das obrigações que maturam entre 14 e 20 de Março", num montante total de 14,5 mil milhões de euros, alertou.

"Se isso não acontecer, o país vai entrar em falência. Isso significará um país sem sistema bancário", sintetizou Venizelos, que falava numa voz tensa até ser interrompido pelos apupos da oposição comunista que o acusa que estar a orquestrar "uma catástrofe".

O Parlamento grego, onde o governo de coligação de Lucas Papademos detém uma maioria teórica de 236 votos em 300, deverá votar por volta da meia-noite (22:00 em Lisboa) este texto crucial.

O novo plano de austeridade prevê, entre outras medidas, o despedimento de 15.000 funcionários públicos até ao final do ano (150.000 até 2015), uma redução de 22 por cento do salário mínimo, que deverá situar-se perto dos 500 euros, e a liberalização das leis laborais.

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