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Grécia será alvo de "intervenção externa sem precedentes"

Os líderes europeus estão a negociar os termos para um novo acordo de ajuda à Grécia que contempla uma "intervenção externa sem precedentes", noticia hoje o Financial Times.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 30 de Maio de 2011 às 10:18
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A publicação dá conta de que os termos da nova ajudam obrigarão a Grécia a privatizar activos do Estado e a autorizar as autoridades internacionais a participarem na cobrança de impostos.

Serão também dados incentivos aos privados para aceitarem o reagendamento do pagamento da dívida.

Os responsáveis europeus querem que o país cubra metade das necessidade de 60 a 70 mil milhões de euros sem recorrer a um aumento do endividamento. Assim, diz o jornal, muitos defendem que a venda de activos e a alteração das datas de pagamento permitiriam que o reforço da ajuda externa se ficasse por 30 a 35 mil milhões de euros.

Já aprovada está uma ajuda de 110 mil milhões de euros à Grécia, que se revelou insuficiente para o país que continua a não conseguir recorrer ao mercado de dívida para se financiar.

Medidas a implementas ainda enfrentam oposição

Ainda assim, os responsáveis citados pelo Financial Times dizem que pelo menos um elemento da ajuda enfrenta a oposição de pelo menos um dos governos e instituições envolvidas na negociação. Um facto que pode levar ao falhanço das negociações.

Exemplo disso é o chumbo das medidas adicionais de austeridade no parlamento da Grécia, na última sexta-feira, que necessitam de aprovação de mais do que um partido para a sua implementação.

Já o Banco Central Europeu opõe-se a qualquer reestruturação da dívida grega que possa constituir um “evento de crédito” ou incumprimento da dívida. Apesar de tudo, o BCE poderá ultrapassar as suas objecções se tal alteração das datas for feita de forma estruturada, segundo a publicação britânica.


União Europeia poderá ter de substituir FMI

Se a Grécia não provar que pode fazer face a todas as suas necessidades de financiamento nos próximos 12 meses ou se for evidente que não conseguirá financiar-se nos mercados de crédito em Março próximo, o FMI não adiantará os 12 mil milhões de euros de financiamento previsto para Junho.

Como os responsáveis envolvidos na ajuda externa crêem que o país não conseguirá financiar-se no mercado os membros da União Europeia poderão ter de compensar a parte do financiamento do FMI.

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